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Geral  

Com milhares nas ruas, Rio diz não à ‘PEC do fim do mundo’ e ao pacote de Pezão

12/11/2016

Manifestação na Alerj, após passeata: milhares de pessoas nas ruas contra Temer e Pezão - reprodução internet

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

O Rio fez na noite de sexta-feira (11) seu maior ato contra a proposta de emenda constitucional que pode congelar os orçamentos públicos por 20 anos. Também disse não ao pacote de projetos que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, tenta aprovar na Assembleia Legislativa. Dirigentes do Sindsprev-RJ e servidores do ramo da seguridade social participaram do ato, que integrou o dia nacional de protestos e paralisações contra a chamada ‘PEC do fim do mundo’.

A proposta de emenda constitucional 55, que passou pela Câmara dos Deputados sob o número 241 e já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, atinge todo o serviço público. Áreas como educação, saúde, assistência social, saneamento e segurança correm o risco de terem uma significativa redução de recursos caso a medida seja aprovada.

"Não vai ter PEC, vai ter luta" foi a palavra de ordem mais cantada pelos milhares de manifestantes que tomaram as ruas do Centro do Rio. Além da PEC 55, o ato teve como um dos alvos centrais o pacote de projetos do governo estadual, que na prática reduz os salários do funcionalismo. Muita gente portava o cartaz “Ocupar as ruas, contra Temer e o Pezão”.

A passeata partiu da Igreja da Candelária, na av. Presidente Vargas, percorreu boa parte da av. Rio Branco, no sentido Cinelândia, e dobrou pouco antes, na rua da Assembleia. Quando os manifestantes já chegavam à Assembleia Legislativa (Alerj), a coordenação da atividade, do carro de som, informou que ainda havia gente no início da Rio Branco. Na avaliação dos organizadores, cerca de dez mil pessoas participaram do ato.

Eles encontraram a Alerj cercada por grades e por pelo menos três cordões de policiais militares. Menos de 72 horas antes, outro ato com milhares de servidores, a maioria da área de segurança estadual, contra o ‘pacote’ de medidas do governador havia ocupado por cerca de três horas as dependências e o plenário do Palácio Tiradentes, sede do legislativo.

Repressão

O protesto transcorreu quase todo o tempo sem incidentes, sendo acompanhado por um grande contingente de policiais militares – que ‘cercavam’ a passeata pelas laterais. O ato já havia terminado e as pessoas se dispersavam quando policiais do Batalhão de Choque da PM avançaram contra um grupo de jovens, que tentou se refugiar na rua São José.

A Polícia Militar alegou, para tentar justificar a violenta repressão, que um rojão havia sido lançado contra eles. Bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta foram usados contra os manifestantes. Três pessoas teriam sido presas – mas até o fechamento deste texto não havia informações sobre a situação deles. Advogados acompanhavam os casos.

Os servidores estaduais voltam a se manifestar na quarta-feira (16), quando haverá assembleia geral de todo o funcionalismo e ato público em frente à Alerj. Será debatida a greve geral da categoria no estado. Todas as demais categorias e a população estão convidadas a participar.






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