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Geral  

Servidores comemoram prisão de Cabral e pedem o mesmo para Pezão

17/11/2016

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

A manifestação não estava prevista, mas algumas centenas de servidores comemoraram em frente à Assembleia Legislativa (Alerj), na quinta-feira (17), a prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB), acusado pelo Ministério Público Federal na Operação Lava-Jato de liderar um esquema de corrupção no Rio.

Eram 14h quando pelo menos 400 manifestantes partiram do prédio do Tribunal de Justiça rumo ao quase vizinho Palácio Tiradentes, sede do Legislativo fluminense, no Centro da cidade. A maioria era formada por serventuários, mas havia também servidores de outras áreas. Também houve comemoração na entrada do Complexo Penitenciário de Bangu, para onde foi encaminhado. Outro ex-governador, Anthony Garotinho, preso 24 horas antes sob acusação de compra de votos, também foi levado, à noite, para Bangu. 

Cabral é suspeito de receber propina para a concessão de obras públicas e governou o estado de 1º de janeiro de 2007 a 3 de abril de 2014, quando renunciou ao cargo, já sob denúncias e com uma grande impopularidade.
Entoando palavras de ordem, os servidores finalizaram o ato em frente à Alerj, onde fatias de bolo de chocolate com morango foram distribuídas aos manifestantes. O funcionalismo luta para derrubar o ‘pacote’ do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) que ataca o funcionalismo, os serviços públicos e apropria população. O ato foi marcado por discursos emocionados e queima de fogos.

O governo do estado anunciou, no último dia 4, um conjunto de medidas sob a justificativas de que elas são necessárias para equilibrar as contas públicas. Entre elas, o aumento do desconto previdenciário de 11% para 14% e da tarifa do Bilhete Único de R$ 6,50 para R$ 7,50 em 2017.

Parceiros de longa data

O atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que foi vice de Cabral nos dois mandatos e o substituiu após a sua renúncia em 2014, não se manifestou sobre a prisão de seu colega de legenda. Pezão tem alegado que as medidas são fundamentais para o reequilíbrio das contas e que não existe plano B para salvar o estado. O que não fica muito bem explicado é como o Rio de Janeiro foi parar nessa situação. “É difícil acreditar que Pezão não sabia de nada [do esquema de corrupção]’, diz o servidor Luiz Otávio da Silva, que integra a direção do sindicato da categoria.

Há quem avalie que as informações que estão vindo à tona, possam ajudar a atrapalhar a aprovação das medidas, que já foram batizadas de “pacotes de maldades”. Mas nem todos confiam nessa possibilidade. É o caso do serventuário Winter Bastos. “Se vivêssemos uma realidade justa, eu confiaria. Mas acredito que só a mobilização dos servidores impedirá a aprovação das medidas”.

Na véspera, as ruas próximas à Alerj foram transformadas em um campo de guerra. Gás lacrimogênio, spray de pimenta e balas de borracha foram utilizadas pela polícia para dispersar os manifestantes. Muitos deles, seus colegas de farda.

Em meio aos embates, uma cena foi aplaudida até quem pede o fim da Polícia Militar. Dois membros da tropa de choque abandonaram os seus postos, recusando-se a reprimir os manifestantes, boa parte colegas da área de segurança. Como já se esperava, foram punidos e estão em prisão administrativa por 30 dias. Dirigentes sindicais criticaram a medida e já se colocam solidários com os dois. “Esses dois policiais, pelo que fizeram, merecem o nosso apoio”, observa Sebastião Souza, o Tão, dirigente do Sindsprev-RJ.

Lideranças sindicais informaram ainda que no próximo ato unificado do funcionalismo, marcado para o dia 22 de novembro, a categoria deverá defender a liberdade imediata para os dois policiais, cujos nomes não foram divulgados. “Eles fizeram muito bem. Não se pode cumprir ordens absurdas”, disse um servidor da área de Segurança que preferiu não se identificar.






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