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Geral  

‘Não podemos dar trégua’, diz manifestante na concentração para novo ato na Alerj nesta 4ª (23)

23/11/2016

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Manhã de céu nublado, ameaça de chuva. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) já está cercada por policiais militares e da Força de Segurança Nacional. Pouco antes das 10 horas desta quarta-feira (23), um grupo de servidores, a maioria do sistema de segurança pública, se reúne em frente ao Palácio Tiradentes e ao redor da estátua do inconfidente mineiro. ‘É ato todo dia, não podemos dar trégua, eles estão só esperando a poeira baixar para aprovar tudo’, comenta um policial civil, que aguarda o início do ato. Na véspera, o protesto reuniu alguns milhares de servidores de diversos setores, entre eles da saúde estadual.

Momentos que antecedem o início de mais uma manifestação dos servidores públicos estaduais contra o pacote de projetos enviado ao Legislativo pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) com o objetivo oficial de tentar ‘equilibrar as contas públicas’. Para os manifestantes, o objetivo é outro: cobrir o rombo provocado por sucessivos governos – alimentados pelas isenções fiscais bilionárias dadas a empresas e pelas grandes obras de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas – e criar um arcabouço que dê legalidade às irregularidades cometidas e esconda os escândalos de corrupção.

A insatisfação é grande e, por conta disso, o aparato repressivo também ganhou largas dimensões e caráter praticamente permanente. Pouco antes das 10 horas, as escadarias cercadas por duas fileiras de grades reuniam 53 policiais – quase todos militares e parte deles do Batalhão de Choque. Desse contingente, apenas três mulheres. Perfilavam duas barreiras humanas, e, mais à frente, já na porta que dá acesso ao saguão da Assembleia Legislativa, um grupo de policiais da Força de Segurança Nacional, com boinas vermelhas, formavam o último obstáculo a eventuais entradas forçadas de servidores. Ao lado das escadarias, também cercado por grades, que isolam todo o quarteirão, outros 41 policiais militares se mantinham a postos para ‘proteger’ a casa legislativa e os deputados da eventual fúria popular.

O clima ainda é tranquilo. Descontraído, um PM que faz a contenção policial comenta com outro que até considera necessária uma política de incentivo fiscal para atrair grandes empresas, mas que a concessão de isenções sem critérios do governo ajudou a implodir as contas públicas. Do outro lado das grades, soa o barulho de uma corneta nas mãos de um manifestante. Daqui a pouco, vai começar o ato contra o ‘pacote da maldade’ e os projetos que congelam os orçamentos dos serviços públicos.






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