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Geral  

Servidores do Rio protestam à pão e água, exigem salários e recebem apoio da população

23/12/2016

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho


Aplausos para os servidores, vaias para Pezão, Cabral e Temer. A manifestação na qual o funcionalismo estadual do Rio expôs a situação de penúria que lhes espera nas festividades de fim de ano foi marcada pelo apoio explícito da população. Ao longo das perto de quatro horas de protesto, não foram poucas as demonstrações dessa solidariedade – com muita gente aplaudindo os trabalhadores enquanto estes percorriam as ruas do Largo do Machado, Laranjeiras, Flamengo e Catete.

A manifestação “Ceia da Miséria” começou pouco depois das 10 horas da manhã da sexta-feira (23), no Largo do Machado. De lá, os servidores partiram em caminhada de pouco mais de um quilômetro até o Palácio Guanabara, sede do governo estadual. A av. Pinheiro Machado, no sentido Botafogo, ficou interditada por mais de uma hora. Por volta do meio dia, as centenas de servidores que participavam do ato saíram em passeata pelas ruas secundárias da região, retornando, por fim, ao Largo do Machado.

O protesto reuniu trabalhadores da saúde, da educação, do sistema de segurança e de outras secretarias da administração estadual. Ao longo do trajeto, os servidores solicitavam a doação de alimentos para ajudar as famílias que estejam em situação mais difícil. “Agradecemos o apoio da população, que está doando alimentos para ajudar os servidores que estão sem salários”, disse, do carro de som, uma servidora que integrava a coordenação do ato. “Infelizmente, é essa a realidade dos servidores estaduais do Rio”, complementou, pouco depois de o cortejo cruzar a rua Correia Dutra, no Catete, e a cerca de 400 metros de retornar ao Largo do Machado.

A maior parte dos servidores estaduais está sem o pagamento de novembro e o 13º salário. O novo calendário divulgado pelo governo prevê o início do depósito dos salários de novembro no dia 5 de janeiro, em cinco parcelas. Em alguns setores, como parte da educação e as áreas ligadas à segurança, o pagamento para os trabalhadores da ativa saiu, mas pensionistas e em alguns casos aposentados nada receberam. “Vamos passar as festas de fim de ano sem salário e sem respeito”, disse Mariá Casanova, profissional da rede hospitalar estadual e dirigente do sindicato da seguridade social (Sindsprev-RJ). A servidora disse à reportagem que vem sobrevivendo da ajuda de amigos e que já está com uma ordem de despejo da residência onde mora por conta de aluguéis atrasados. “É uma vergonha o que o governo vem fazendo”, disse.

Em frente ao Palácio Guanabara, foram distribuídos pão e água, simbolizando a situação da categoria. “A categoria agradece a solidariedade, mas queremos deixar claro: não aceitamos trabalho sem salário, trabalho sem salário é trabalho escravo”, disse a servidora Percilliana Rodrigues, do Hospital Universitário Pedro Ernesto, vinculado à Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). “É isso que essa corja do PMDB fez com o Rio de Janeiro”, disse.

O presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro, Mesac Eflain, disse que o ato cumpriu o objetivo de denúncia do que está ocorrendo e de exposição para sociedade de como serão as festas de fim de ano dos servidores estaduais, em decorrência das gestões de Sérgio Cabral Filho, preso o complexo penitenciário de Bangu, e Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB. “Nós precisamos fazer isso aqui toda semana, enquanto tiver essa sacanagem com nosso salário”, disse, ao falar do carro de som no encerramento do ato.

O estudante secundarista Rafael Oliveira disse que a luta dos servidores também é dos estudantes. “Nós fizemos ocupação esse ano e se for preciso a gente vai ocupar de novo para apoiar vocês”, disse o jovem, que cursa o primeiro ano em edificações na Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica) em Bacaxá, distrito de saquarema, na Região dos Lagos do Rio.

Pacote

A mobilização dos servidores estaduais conseguiu barrar o ‘pacote’ de projetos envido no final do ano pelo governador à Assembleia Legislativa (Alerj). A apreciação e debate sobre quase todos os 22 projetos ficaram para 2017. O ‘pacote’ foi devolvido pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), ao governador Pezão. A categoria sabe, porém, que o ano novo começará já com enfrentamentos com relação a essas medidas e à luta pela regularização do pagamento.






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