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Geral  

Enquanto Pezão tenta dividir, servidores do Rio se unem em campanha solidária

26/12/2016

Da Redação do Sindsprev-RJ

Por Hélcio Duarte Filho

 

Os sucessivos atrasos e parcelamentos nos salários obrigam servidores estaduais do Rio de Janeiro a buscar ajuda de amigos, se desfazer de bens e até mudar de residência para sobreviver. Campanha de arrecadação de alimentos está sendo promovida pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) junto com os sindicatos da categoria, cujas doações são entregues para as famílias que estejam passando mais necessidade. O movimento vem recebendo apoio da população e muitas doações de servidores que já receberam os seus salários.

 

A pensionista Ana Monteiro integra o grupo de pessoas que vão passar as festividades de dezembro e entrar no Ano Novo sem ter recebido um centavo sequer do salário de novembro. Os atrasos sucessivos já a fizeram vender móveis de casa – entre eles a cama da filha de 16 anos – e a levaram a trocar um apartamento de três quartos por um quarto e sala, com aluguel mais em conta.

 

Logo após o ato “Ceia da Miséria”, promovido pelos servidores no dia 23 de dezembro e no qual foram distribuídos pão e água, ela disse à reportagem que por conta do não pagamento dos salários vinha atrasando o aluguel e temia que isso ‘se tornasse uma bola de neve’. “Estou vendendo minhas coisas, móveis da sala, da cozinha”, disse Ana, ressaltando que boa parte deles nem sequer cabe no novo lar.

 

A situação também estaria adoecendo trabalhadores. “Temos casos de servidores que estão passando fome, que estão passando muita dificuldade e que até pensam em suicídio”, disse a servidora Denise Nascimento. A dirigente do Sindsprev-RJ Mariá Casanova afirma que o que o governo está fazendo é uma ‘covardia” contra os servidores. “Eu mesmo estou sobrevivendo graças a ajuda dos amigos”, relata, ao revelar que terá que se mudar por conta dos atrasos nos aluguéis.

 

Enquanto caminhavam pelas ruas do Catete, Flamengo e Laranjeiras na sexta-feira (23), os servidores pediam a solidariedade da população e a doação de alimentos. A servidora Percilliana Rodrigues, do Hospital Universitário Pedro Ernesto, vinculado à Uerj, disse do carro de som que a categoria agradecia o apoio, mas que não admitiria trabalhar sem receber. “O nome disso é trabalho escravo e não vamos aceitar”, afirmou.





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