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Geral  

Saúde federal faz ato no Hospital dos Servidores contra a reforma da previdência

15/03/2017

 

 

 

 

 

Servidores do HFSE protestam contra a reforma da previdência elaborada pelo governo Temer (PMDB), após ato no Hospital
Foto: Fernando França

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Um protesto no Hospital Federal dos Servidores (HFSE), nesta quarta-feira (15/3), marcou a participação dos servidores da seguridade social, logo pela manhã, no Dia Nacional de Paralisações e Manifestações Contra a Reforma da Previdência. Também houve ato no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), além de greves de diversas outras categorias, como educação pública e particular, bancários, portuários, universidades federais, empregados da Casa da Moeda e paralisações parciais dos petroleiros. Greves e atos marcaram os protestos em todo o país. Na tarde de hoje, às 15 horas, haverá concentração em frente ao INSS da Rua Pedro Lessa, seguindo para a grande passeata com concentração às 17 horas, na Candelária.

No ato do Hospital dos Servidores estiveram presentes, além de servidores da unidade, dirigentes do Sindsprev/RJ e de outros sindicatos da área, da CSP-Conlutas e do Comando de Greve. O diretor do Sindsprev/RJ Luiz Henrique Santos chamou a atenção para a importância da participação de toda a população na luta contra as reformas previdenciária e trabalhista. “O governo Temer foi colocado através de um golpe no poder para acabar com direitos conquistados por nós, trabalhadores, há décadas. A reforma da Previdência, na prática, vai acabar com o direito à aposentadoria, devido às mudanças baseadas no aumento do tempo exigido para ter direito ao benefício", disse.

Outro diretor do Sindicato, Sidney Castro, insistiu em frisar a necessidade da participação dos servidores na luta contra as reformas. “Sem que façamos um amplo movimento nacional contra essas mudanças covardes, vamos ter perdas de direitos que vão impactar as nossas vidas, as dos servidores, dos companheiros da iniciativa privada, dos já estão aposentados e das gerações futuras”, frisou o dirigente.

Diretor da Federação Nacional, a Fenasps, Pedro Jorge de Lima lembrou que, pela Proposta de Emenda Constitucional 287 (PEC 287), que institui a reforma da previdência e está em tramitação na Câmara dos Deputados, os trabalhadores e trabalhadoras só poderão se aposentar a partir dos 65 anos e, para receber a aposentadoria integral, serão obrigados a contribuir por no mínimo 49 anos. “Com isto, as pessoas terão que começar a trabalhar aos 16 anos”, argumentou.

A servidora Cristiane Gerardo acrescentou que a reforma acaba com o menor tempo exigido das mulheres em relação aos homens para se aposentar, desconsiderando a dupla jornada que elas exercem, cuidando da casa e dos filhos, instituindo a idade mínima de 65 anos válida para todos. Hoje a mulher se aposenta com 30 anos de contribuição, e os homens, com 35, sem idade mínima. Ele lembrou que, além disso, as viúvas receberão apenas 60% do valor da aposentadoria de seus maridos, quando hoje a recebem integral.

Pela reforma, o trabalhador ou a trabalhadora terá que optar entre continuar a receber a aposentadoria ou a pensão, em caso de morte do cônjuge. Caso só receba a pensão, só terá direito ao benefício por 15 anos.

A servidora Lúcia Pádua, do Comando de Greve, lembrou que este é o mais duro ataque aos direitos previdenciários da história e está sendo feito por Temer para garantir recursos para pagar os bancos, desmontar a previdência social pública, preparando sua privatização. “Hoje, com este Dia Nacional de Paralisação e Manifestações, é o início de uma luta contra as reformas previdenciária e trabalhista”, afirmou.

Ponto eletrônico

Luiz Henrique informou que a direção do Hospital dos Servidores voltaria atrás no comunicado em que ameaça com punição os servidores que não usarem o ponto biométrico. “Estamos esperando pelo documento, até porque o DGH disse que não há como exigir o uso do ponto onde ele não estiver em condições de ser usado”, disse. Até o fim do ato, o novo documento não tinha sido feito pela direção do HFSE.

Luiz mostrou que as máquinas estão quebradas, apenas uma funcionando precariamente. Os aparelhos não oferecem segurança que garanta os direitos dos servidores, pois não emitem boleto que comprove o comparecimento, além de estabelecerem 40 horas como jornada, e não 30 horas.






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