Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Geral  

Debate mostra que reforma da previdência terá impacto ainda maior sobre população negra

16/03/2017

 

 

 

Debate promovido pelo MNU, com apoio do Sindsprev/RJ, apontou caminhos para a luta contra a reforma da previdência
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Com expressiva participação de servidores da seguridade social e de militantes de movimentos sociais, o Movimento Negro Unificado (MNU) realizou na última quarta-feira (15/3), com apoio da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ, o debate ‘Impacto da Reforma da Previdência na População Negra’.

Como participantes da mesa de abertura estiveram presentes Wesley Teixeira (Juventude Anticapitalista); Osvaldo Sergio Mendes (Sindsprev/RJ); Lenir Claudino (MNU) e Júlio Condaque (Kilombo Raça e Classe). Professor da rede pública de ensino e funcionário do Sindsprev/RJ, Condaque fez uma palestra sobre o tema do debate. “Os trabalhadores em geral serão excluídos do direito à aposentadoria, caso a reforma passe no Congresso. Mas, entre os trabalhadores, a população negra será ainda mais excluída, pois já sofre discriminação racial no dia a dia e não tem pleno acesso às políticas públicas de saúde e previdência”, destacou Julio, para completar: “a reforma que querem aprovar é um absurdo. Nenhum país do mundo exige 49 anos de contribuição como condição pra aposentadoria. Só o Brasil, que terá uma das piores previdências do mundo, caso a reforme passe”.

Debate questiona suposto ‘déficit’ da previdência

“Nós, do MNU, entendemos que este debate é muito importante para qualificar a nossa atuação. Mas não podemos ficar isolados. Temos de levar esse tema ao maior número possível de lugares e pessoas, pois só assim vamos construir uma grande mobilização que seja capaz de derrotar essa reforma”, afirmou Lenir Claudino, com a concordância de Wesley Teixeira: “temos que organizar sobretudo os trabalhadores informais e aquelas pessoas que não estão acostumadas a se mobilizar. O governo Temer é ilegítimo e, se a reforma passar, ninguém vai conseguir viver para algum dia se aposentar”, disse.

Durante o debate, servidores e militantes presentes questionaram o argumento apresentado pelo governo Temer para ‘justificar’ a reforma, como o de que a previdência seria ‘deficitária’. “A previdência não é deficitária. Ao contrário, é superavitária, pois o governo, ao falar da situação da previdência, não computa receitas oriundas da contribuição para o financiamento da seguridade social [Cofins], da contribuição sobre o lucro líquido [CSLL] e de prognósticos de loterias. O que o governo faz é uma manipulação contábil. Tudo para privatizar a previdência por meio da reforma”, explicou a servidora aposentada do INSS e diretora do Sindsprev/RJ, Maria do Carmo.

‘Querem entregar a previdência aos bancos’, afirma servidor

Ex-diretor do Sindsprev/RJ, o servidor da Funasa Antônio Oliveira de Andrade também denunciou a privatização, mas problematizou as formas de luta utilizadas pelos trabalhadores. “O que querem, com a reforma, é entregar a previdência aos grandes bancos e financeiras. Temos que lutar contra isso, obviamente, mas temos que avaliar se os métodos que utilizamos são eficazes. Precisamos conquistar o apoio da população e aumentar a visibilidade das nossas lutas”, disse.

Dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ, Osvaldo Sergio Mendes criticou o caráter retrógrado da reforma. “Na prática, a reforma da previdência é a expressão de um estado que não nos vê e não nos conhece. Um estado que nos empurra para os guetos e favelas e ainda nos vê como escravos. Esta é a filosofia da reforma”, disse.

“Querem fazer caixa às custas dos trabalhadores brasileiros. É esse o desejo deste governo golpista. Não vamos aceitar”, concluiu a agente comunitária de saúde Luciene Rosa, de Duque de Caxias.

Ao final do debate, membros do coletivo Unegro fizeram uma apresentação teatral só com atrizes, falando da discriminação contra os negros, sobretudo mulheres, e a exploraçlão dos trabalhadores.

O debate, realizado no auditório nobre do Sindsprev/RJ, foi parte da jornada de lutas ‘21 dias contra o Racismo’, organizada por movimentos negros de todo o país, para denunciar a continuidade da discriminação racial no país e o racismo institucionalizado. O número de dias (21) foi escolhido em referência ao Massacre de Shaperville, ocorrido em 21 de março de 1960, na África do Sul, quando 69 negros foram mortos e mais de 180 ficaram feridos após serem atacados pela polícia do Apartheid, durante protesto contra a segregação racial naquele país.
 


 

 

 






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec