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Geral  

Guarda municipal quebra perna de professora com chute no ato contra reforma da Previdência

17/03/2017

Momento da agressão à professora da Uerj - reprodução Aduff-SSind/Luiz Nabuco

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Uma professora da Uerj teve a perna quebrada ao ser agredida por guardas municipais da Prefeitura do Rio durante os protestos contra a ‘reforma’ da Previdência, ocorridos no dia 15 de março, na capital fluminense. A violência contra a docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro gerou reações de revolta nas redes sociais.

A manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas, na tarde da quarta-feira (15), acabou reprimida com violência ao final por policiais do Batalhão de Choque e da Guarda Municipal – subordinados, respectivamente, ao governador Luiz Fernando Pezão e ao prefeito Marcelo Crivella.

Muitas bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo foram atiradas pela PM contra manifestantes. Bombas também foram lançadas dentro das dependências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no Largo de São Francisco de Paulo, que abriga o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs) e o Instituto de História (IH). O ato foi repudiado em nota pelos dois institutos.

O ataque à professora Monica Lima, que é índia e ativista da Aldeia Maracanã, ocorreu próximo à Central do Brasil, à noite, quando o ato se dispersava. A docente sofreu três fraturas na perna direita, na altura do tornozelo. As lesões teriam sido decorrentes de um chute dado por um policial municipal contra a mulher. Ela está internada no Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, e aguarda para ser operada. Imagens com a agressão foram divulgadas pela comunicação da seção sindical dos professores da UFF (Aduff-SSind) e circulam nas redes sociais.

Amigos e ativistas da professora estiveram no Hospital Souza Aguiar, principal emergência da rede municipal pública, e relataram nas redes sociais a situação da vítima. “O chute covarde de coturno por trás, sem possibilidade de defesa, desse valentão que agride mulheres, fraturou apenas os ossos, não houve hemorragia ou qualquer complicação mais grave. Ela ainda tem algumas marcas roxas, o braço direito está inchado (o machão não ficou satisfeito apenas em derrubá-la, ainda estamos buscando registros em vídeo ou foto que provem que ela recebeu socos e cacetadas estando no chão...), deve ter batido com o queixo por conta da queda, mas nada que abale sua força ou tire seu sorriso do rosto”, relatou Tiko Arawak.

As manifestações realizadas no dia 15 de março em provavelmente todas as capitais do país e em outras cidades reuniram centenas de milhares de pessoas. Os atos foram chamados por todas as centrais sindicais, frentes políticas, sindicatos, movimentos sociais e organizações da juventude. Foram os maiores protestos já ocorridos desde a posse do presidente Michel Temer (PMDB), que enviou ao Congresso Nacional a proposta de emenda constitucional que retira direitos previdenciários dos trabalhadores. Ele foi o alvo central das manifestações, nas quais em muitos momentos os participantes gritaram em coro “Fora Temer”.






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