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Geral  

Sucesso em todo o país, Greve Geral diz ‘não’ a reformas e ao governo Temer

28/04/2017

 

 

 

 

Passeata unificada de servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada no último dia 28/4, greve geral
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione e Olyntho Contente

Cerca de 30 mil manifestantes ocuparam as ruas do centro do Rio na tarde e noite desta sexta-feira (28/4), como parte da Greve Geral Nacional contra as reformas trabalhista e previdenciária implementadas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB). As manifestações, que começaram com uma concentração em frente à Alerj, a partir das 14h, culminaram com um grande ato-show em frente à Câmara Municipal, na Cinelândia, no final da tarde.

Com dezenas de faixas, bandeiras e cartazes e aos gritos de ‘abaixo as reformas’, ‘nenhum direito a menos’ e ‘Fora Temer’, servidores públicos federais, estaduais e municipais da saúde, educação, segurança, universidades, receita, previdência, judiciário e cultura, além de trabalhadores da iniciativa privada — como rodoviários, portuários, petroleiros, aeroviários, aeronautas e bancários, entre outras —, saíram em passeata da Alerj à Candelária, de onde retornaram até a Cinelândia para participarem do ato-show.

PM inicia agressões, mas trabalhadores resistem

Por volta das 16h, no entanto, quando começavam a se dirigir da Alerj à Candelária, em passeata, os manifestantes foram repentinamente atacados por policiais da tropa de choque da PM com balas de borracha e bombas de efeito moral, o que provocou um conflito que se alastrou pelas ruas 1º de Março e Assembleia, até as imediações da Avenida Rio Branco.
Cerca de 30 minutos depois, sob forte tensão, um novo conflito. Desta vez, na Avenida Rio Branco, no trecho entre as ruas da Alfândega e Assembleia, quando PMs novamente agrediram, com bombas de efeito moral, manifestantes que vinham da Candelária em direção à Cinelândia.

Novas agressões da PM no ato-show da Cinelândia

Pouco após as 17h, quando transcorria o ato-show na Cinelândia, ocorreu então o maior conflito do dia. Vindos do início da Rio Branco, onde já agrediam manifestantes, PMs do choque jogaram bombas sobre o ato-show, atingindo milhares de pessoas e provocando grande dispersão, o que resultou num conflito generalizado na Cinelândia. Nem mesmo o palco dos oradores foi poupado do lançamento de artefatos pelos PMs.

Os conflitos se alastraram pelas ruas do Passeio, Santa Luzia, Avenida Beira Mar (próximo ao aeroporto Santos Dumont) e Lapa. Quatro ônibus foram incendiados em frente à Sala Cecília Meireles, três em frente ao Passeio Público e um na Rua do Passeio.

Até o fechamento desta postagem, às 20h, os conflitos entre PMs e manifestantes continuavam na Cinelândia e arredores, marcando a resistência dos ativistas e trabalhadores às agressões policiais ordenadas pelo governo Pezão (PMDB).

Servidores da seguridade e do seguro social, além de dirigentes e militantes do Sindsprev/RJ, participaram das manifestações na Alerj, Candelária e Cinelândia.

Greve é sucesso nacional e paralisa 25 estados, mais o DF

A Greve Geral foi um sucesso nacional, paralisando atividades em 25 estados brasileiros, de norte a sul, mais o Distrito Federal, com expressiva participação de categorias do funcionalismo público e da iniciativa privada. Transportes de ônibus, trens, barcas e metrôs não funcionaram em várias capitais, com São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Curitiba, entre outras, onde também houve interdição de vias públicas em centenas de protestos Brasil afora.

No Rio de Janeiro, servidores da saúde federal e do INSS, das universidades, IBGE, portuários e estivadores (o Porto do Rio não funcionou), trabalhadores de escolas particulares e públicas, petroleiros, bancários de bancos públicos e privados, aeroviários e aeronautas (parcial), jornalistas e radialistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC),  entre outras categorias, paralisaram suas atividades. Na cidade também houve bloqueios de vias importantes, como as avenidas Francisco Bicalho e Rodrigues Alves, próximas à Rodoviária Novo Rio, a Ponte Rio-Niterói, a avenida do Contorno, em Niterói, o túnel Marcelo Alencar, a antiga rodovia Rio-São Paulo, a Rio-Santos e a Linha Vermelha. Também o transporte via barcas não funcionou em função de um enorme piquete em Niterói. Mesmo tendo aprovado adesão à greve, os rodoviários trabalharam na cidade do Rio, bem como os metroviários. Em outros municípios houve paralisações parciais do transporte.

Manifestações em vários pontos do Rio

O Rio de Janeiro foi também palco de centenas de protestos, como o do Aeroporto Santos Dumont;  o que ocorreu em frente à Companhia Siderúrgica Nacional (Volta Redonda); o da Casa da Moeda; o do INSS da Pedro Lessa; da Refinaria Duque de Caxias; da sede dos Correios; Porto de Itaguaí; Furnas da Real Grandeza (Botafogo); o do Piranhão; da Praça Veríssimo de Melo, em Macaé; no Calçadão de Campos; na descida do Gasômetro e no Porto do Rio de Janeiro.

Paralisação na saúde e no INSS

A participação de servidores do INSS e da saúde na Greve Geral foi grande. Pararam os hospitais federais dos servidores (HFSE), do Andaraí e Cardoso Fontes e o de Traumatologia e Ortopedia (Into). Nesses dois houve passeatas. A do Into, unificada com representantes dos servidores das demais unidades federais do Rio de Janeiro, interrompeu o trânsito na Avenida Brasil por mais de uma hora, indo até o Porto do Rio, onde foi realizado ato público junto com estivadores, portuários e estudantes que bloqueou a Avenida Rodrigo Alves.

Já no INSS, centenas de agências em todo o estado deixaram de funcionar, incluindo as gerências Centro, na rua Pedro Lessa, e do Irajá. Entre as agências, pararam as da Presidente Vargas, México, Marechal Floriano, Nilo Peçanha, Almirante Barroso, Bairro de Fátima e Antônio Carlos; Copacabana, Praça da Bandeira e Jacarepaguá; as de Niterói, São Gonçalo, Caxias, Piabetá, Jardim Primavera, Magé, Jardim Primavera, Belford Roxo, a Administração de São João de Meriti; Campo Grande, Santa Cruz, Bangu e Barra da Tijuca; Teresópolis, Friburgo, Bom Jardim, Cordeiro; Cabo Frio, Araruama, Angra de Reis. 

Repressão mostra desespero do governo Temer com sucesso da greve

Na avaliação preliminar das centrais (CSP Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT), do Sindsprev/RJ e de sindicatos de trabalhadores e movimentos que organizaram a Greve Geral, a forte repressão movida contra as manifestações, em vários estados, expressa o desespero do governo Temer (PMDB) e de governos aliados, como o de Pezão (PMDB), em face do aumento da resistência popular às reformas trabalhista e previdenciária, em todo o país.

Segundo a pesquisa Barômetro Político, realizada este mês pela Consultoria Ipsos, 75% dos entrevistados classificaram o governo Temer como ruim ou péssimo. De acordo com a mesma pesquisa, o governo Temer é aprovado por apenas 4% dos brasileiros, sendo um dos mais rejeitados da história do país.

PMs jogam bombas em manifestantes, na rua Joaquim Silva, Lapa, após o ato-show
Foto: Niko






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