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Geral  

Repressão da PM contra multidão gera revolta, mas não cala grito de “Fora Temer” no Rio

28/04/2017

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

“Fora Temer”, gritava a multidão, por volta das 17h35min desta sexta-feira (28), enquanto corria das bombas lançadas pela Polícia Militar na Cinelândia, contra a manifestação que reuniu dezenas de milhares no Centro do Rio contra as reformas da Previdência e Trabalhista e as terceirizações. A frase foi provavelmente a que mais se ouviu nas manifestações unificadas que ocorreram na capital fluminense e marcaram o encerramento da greve geral no estado.
Não há levantamentos precisos e a própria dispersão do ato impossibilitou isso, mas foi provavelmente a maior manifestação no estado, até aqui, contrária às reformas que o governo federal tenta aprovar no Congresso Nacional. É razoável supor que outros milhares de manifestantes ainda chegariam ao ato, não fosse a violenta repressão da Polícia Militar, iniciada ainda de dia. “Ia ser um ato enorme”, resumiu uma jornalista que acompanhava a manifestação.

Havia, de fato, muita gente na manifestação que encerrou a greve geral no Rio. E muita gente não deve ter conseguido chegar. Na Assembleia legislativa, milhares de pessoas se concentraram para, dali, sair em passeata até a Candelária e, depois, caminhar até a Cinelândia, onde aconteceria o ato unificado das centrais sindicais. Entre eles, muitos servidores da saúde e da Previdência Social.

A resposta violenta da Polícia Militar, porém, a ações localizadas de pequeno grupo de jovens, espalhou pelas ruas do Centro um cheiro forte de gás lacrimogêneo, dispersou as manifestações e desencadeou um quebra-quebra, com queima de ônibus e vidraças de bancos partidas. Houve correria. Muita gente passou mal ao inalar o gás lacrimogêneo. A repressão policial se estendia noite adentro nas ruas da cidade.

Não há ainda uma avaliação mais abrangente das dimensões nacionais dos protestos, primeira greve geral convocada desde 1989. Mas sabe-se que as manifestações foram grandes, a greve teve a participação de muitos setores e paralisou o transporte coletivo em boa parte das capitais do país. Há quem avalie que, em termos de categorias paradas, a mobilização de 28 de abril tenha sido a mais forte em quase 30 anos.






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