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Presidente da Câmara segura impeachment e fala em votar Previdência

24/05/2017

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho, enviado a Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), possui sobre a sua mesa pelo menos oito pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente da República. Eles foram apresentados após a revelação de que Michel Temer teria dado aval para que o ex-deputado federal Eduardo Cunha tivesse o seu silêncio comprado e não delatasse ninguém.

Mas, ao se pronunciar na segunda-feira (22), Maia não tocou no assunto que movimenta o país desde a quarta-feira (17). Ao contrário, tentou dar uma demonstração de que, independentemente da crise e das delações, as polêmicas e questionadas reformas que modificam a Constituição Federal vão continuar.

Para isso, anunciou que pretende pôr a Proposta de Emenda Constitucional 247/ 2016, que altera as regras da Previdência Social, em pauta para votação no Plenário da Câmara entre 5 e 10 de junho. Articuladas entre si, em outra movimentação similar o relator da reforma trabalhista no Senado Federal, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), apresentou em uma acirrada sessão, na terça-feira (23), o seu relatório sobre o projeto já aprovado na Câmara.

Poucos dias antes, o senador tucano havia afirmado que a tramitação da reforma estava suspensa em função da crise que explodira em torno do presidente da República. Pouco antes de apresenta-lo, disse a jornalistas que o Senado não está em recesso e não pode parar, mas evitou falar em datas para votação.

A mudança no discurso indica que tanto o DEM quanto o PSDB congelaram, ao menos momentaneamente, o possível desembarque do governo, que chegou a ser cogitado, e devem seguir apostando na aprovação das reformas da Previdência e trabalhista ainda sob o governo Temer, apesar dos escândalos e da enorme rejeição popular a elas e ao presidente.

Marcha a Brasília

Fato é que tais movimentações, embora concretas, transitam entre a vontade de demonstrar normalidade, força e de fato aprovar os projetos e a propaganda e o blefe para o público externo.

O desdobramento disso, é razoável supor, não estará desassociado do que acontecer nas ruas. Há um movimento nacional, que envolve o conjunto das centrais sindicais, sindicatos e entidades populares que busca unidade para combater as reformas e, agora, também o governo.

Esse movimento terá um dia de prova nesta quarta-feira (24), quando chega a Brasília a marcha nacional que deverá levar dezenas de milhares à capital federal contra as reformas, pela revogação do que já foi aprovado nessa área e pelo fim do governo. A caravana do Sindsprev-RJ, com dois Ônibus e cerca de 80 pessoas, já se encontra em Brasília desde a manhã de terça-feira (23) e participará do ato.

A manifestação começará nas proximidades do estádio Mané Garrincha e seguirá em passeata até o Congresso Nacional, percorrendo cerca de cinco quilômetros. A concentração está marcada para começar as 11 horas e sair entre 13 e 14 horas.






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