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Geral  

Sindsprev-RJ assina manifesto e integra frente em defesa dos hospitais federais

22/06/2017

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

O Sindsprev-RJ subscreverá o manifesto “Em Defesa dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, Contra o Sucateamento e a Privatização”. A decisão foi tomada na assembleia geral dos servidores da seguridade social, convocada pelo sindicato, realizada na noite da quinta-feira (22).

A categoria também decidiu, de forma consensual, pela participação da frente parlamentar que está sendo formada com o objetivo de combater o processo de esvaziamento e possível privatização dos hospitais fluminenses da rede federal.

O objetivo da frente é ampliar a defesa das unidades federais, hospitais de alta complexidade, mas que estão entrando num quadro precariedade que já leva ao fechamento de clínicas e emergências, para além da mobilização que o funcionalismo já vem promovendo.

A formação da frente foi uma iniciativa defendida pelo Comando de Mobilização da Saúde Federal. O manifesto alerta que, por trás desse abandono deliberado, há interesses relacionados ao mercado da saúde. “O Ministério da Saúde atribuiu o colapso da rede federal a uma suposta "ineficiência" administrativa, o que é uma falácia para justificar a entrega dessas unidades à gestão privada e, abrir caminho para o crescimento dos planos de saúde”, diz trecho do documento.

Abaixo, a íntegra do manifesto:

FRENTE EM DEFESA DOS HOSPITAIS FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO MANIFESTO EM DEFESA DOS HOSPITAIS FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO, CONTRA O SUCATEAMENTO E A PRIVATIZAÇÃO.

“O Estado brasileiro assumiu constitucionalmente o compromisso com a construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e de ofertar saúde pública, universal, gratuita e de qualidade para toda a população. Nesse sentido, os hospitais e institutos federais do Rio de Janeiro cumprem um papel estratégico no atendimento em média e alta complexidade, sendo também referências na produção de conhecimento, ensino e pesquisa, na área da saúde.

As unidades federais contam com aproximadamente 3 mil leitos e serviços de emergência, terapia intensiva, cardiologia, Oncologia, traumatologia e ortopedia, queimados, urologia, bariátrica, plásticas reconstrutoras, transplantes, entre outros. Ainda assim, na cidade do Rio de Janeiro, em 2015, aproximadamente 134 mil pacientes aguardam vagas para consultas, exames e internações. A crise financeira do estado do RJ também trouxe impacto à rede federal e refletiu num aumento drástico do atendimento em emergências, nas cirurgias e aumento no número de internações em 2016.

As dificuldades são inúmeras, déficit de verbas e de profissionais, escassez de insumos, carência de exames e equipamentos, desabastecimento de medicamentos, infraestruturas precárias, entre outros problemas que afetam os serviços. Tal realidade é vivida há anos pelas nove unidades da rede federal, a saber: INTO, INCA, INC e, principalmente, Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado.

O Ministério da Saúde atribuiu o colapso da rede federal a uma suposta "ineficiência" administrativa, o que é uma falácia para justificar a entrega dessas unidades à gestão privada e, abrir caminho para o crescimento dos planos de saúde. Infelizmente, os interesses governamentais vão à contramão das necessidades de saúde da população brasileira.

Desde o início o SUS, tem de conviver e competir com os interesses do mercado privado, que vê a saúde como um negócio a ser explorado, seja na prestação de serviços, na venda de planos privados ou ainda, nos incentivos estatais seja com subsídios, isenções fiscais ou aplicação de recurso público direto, atualmente 55% dos gastos governamentais.

Para agravar a situação a PEC 55 congela os gastos públicos pelos próximos 20 anos, o que aprofundará o subfinanciamento, a privatização, o desabastecimento do SUS e a negação do direito universal à saúde. Diante da gravidade da situação, se faz necessária uma frente em defesa dos hospitais federais do Rio de Janeiro (...)”






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