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Geral  

Dia 1º de setembro, audiência pública sobre reparação e Pequena África

23/08/2017

Da Redação do Sindsprev/RJ*
Por Olyntho Contente

No próximo dia 1º de setembro, às 17 horas, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, estará acontecendo audiência pública exigindo a revitalização do território histórico chamado “Pequena África”, para a preservação da memória dos crimes praticados contra a população africana sequestrada, trazida para o país e aqui escravizada.

Esta área – onde a maior parte dos povos africanos eram desembarcados escravizados dos navios negreiros no Brasil – fica ao longo do Cais do Valongo. Marco da herança africana no Rio de Janeiro, o cais foi considerado Patrimônio da Humanidade, em julho, pelo Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Inaugurado em 1811, foi o principal ponto de desembarque de escravos africanos das três Américas.

O Brasil recebeu cerca de quatro milhões de escravos em mais de 300 anos, o que equivale a 40% de todos os africanos que chegaram vivos das Américas, entre os séculos 16 e 19. Destes, aproximadamente 60% entraram pelo Rio de Janeiro, sendo que cerca de 1 milhão deles pelo Cais do Valongo. Em 1911 o local foi aterrado e redescoberto 100 anos depois, durante as obras das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

O local anda abandonado. A Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ e as entidades do movimento negro, estão exigindo a revitalização da área como reparação histórica ao executivo municipal para a preservação da memória dos crimes da história.

O Movimento de Luta pela Reparação Histórica

Na audiência será, mais uma vez, cobrada a reparação da história,  por crimes de tráfico de pessoas e escravidão de seres humanos. As áreas urbanas ocupadas como residência e trabalho por ex- escravizados na sua maioria proliferaram nas cidades em todo território brasileiro, como no Rio de Janeiro, capital do Império, depois da Republica, que chamada de “Pequena África”, estava delimitada da rua dos Benetidimos e entorno até o cemitério do Catumbi.

Este território histórico abrange a Praça Mauá, São Francisco da Prainha, Rua do Acre, lado direito sentido Rua Leandro Martins, lados direito e esquerdo da Rua da Conceição, as três ruas entorno do Morro da Conceição, Rua Senador Pompeu, sentido prédio Central do Brasil e muro das linhas férreas da Super via até antiga pedreira de São Diogo.


*Com informações da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ e do site UOL.






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