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Geral  

Em homenagem a Yedo Ferreira, militantes reafirmam luta por reparação histórica

29/09/2017

 

 

 

Yedo Ferreira, ao centro, recebe, de dirigentes da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ e do Movimento por Reparação uma Moringa simbolizando a luta por dignidade ao povo negro, ao final de evento que o homenageou
Foto: Niko

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Com expressiva presença de militantes dos movimentos negros e sindical do Rio, foi realizada na noite da última quinta-feira (28/9), no auditório do Sindsprev/RJ, a homenagem a Yedo Ferreira, ícone da luta contra o racismo e por reparação histórica no país.

Organizada pela Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ e pelo Movimento por Reparação, a homenagem também contou com a presença de representantes da Unegro (Claudia Vitalino), do Fórum de Qualidade de Vida/GT/Aposentados (Crispim Wanderley e Fátima Wanderley), da Articulação de Mulheres Brasileiras (Adriana Martins), da Aldeia Indígena Maracanã (cacique Carlos Tucano), do Consulado de Angola (professor Óscar Constantino), do IPCN (Benedito Sérgio), do ex-deputado federal Carlos Santana (PT-RJ), dos líderes comunitários Antônio Oliveira de Andrade e Nereu Lopes e da OAB-RJ (Dr. Adamo), entre outras entidades e personalidades públicas.

”Estamos hoje aqui para homenagear aquele que sempre foi o nosso grande mestre, Yedo Ferreira, que nos apontou os caminhos da luta consequente por reparação”, afirmou Osvaldo Sergio Mendes, diretor da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ, no início da homenagem.

Ao tomar a palavra, visivelmente emocionado, Yedo apresentou sua visão geral sobre o racismo e um breve histórico da luta por reparação histórica, que teve origem na Eupora, após a guerra dos 30 anos, no século XVII. “O racismo sempre foi um crime de ódio, um crime contra a humanidade, como a escravidão, que é um crime continuado. Algo abominável. Daí a importância de lutarmos por reparação histórica. Infelizmente, os movimentos negros ainda têm muita dificuldade de assumir essa luta. Queremos um projeto de nação no qual os povos negro e índígena possam compartilhar o poder de Estado”, afirmou, sob aplausos.

Em seguida à fala de Yedo, militantes e dirigentes dos movimentos negros tomaram a palavra para contar suas respectivas experiências de militância junto ao homenageado.

Lenyr Claudino (Leninha), também dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ, expressou sua homenagem a Yedo. “Cada vez mais vemos o quanto é preciso discutirmos um projeto de nação e termos Yedo ao nosso lado sempre foi motivo de orgulho. Yedo fez parte da construção do Movimento Negro Unificado (MNU), contribuindo de forma decisiva para nossa formação política e militância”, disse.

Durante a homenagem a Yedo, a Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ e o Movimento por Reparação convocaram os presentes a apoiarem Projeto de Iniciativa Popular para aprovação, no Congresso Nacional, de lei prevendo reparação histórica aos povos negro e indígena. O projeto, para ser votado no Congresso, necessita de 1,5 milhão de assinaturas coletadas em, no mínimo, cinco estados brasileiros.

O evento foi finalizado com a entrega, a Yedo, de um banner e de uma moringa de barro simbolizando a retomada da dignidade para o povo negro e a luta por reparação histórica. Yedo foi acompanhado por seus familiares durante toda a homenagem.

Militantes de movimentos negros e sindicais prestigiaram a
homenagem a Yedo Ferreira, no Sindsprev/RJ
Foto: Niko

 


 






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