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Geral  

Protestos marcados para terça (5) contra PEC da Previdência são mantidos no Rio

01/12/2017

Por Hélcio Duarte Filho
Da Redação do Sindsprev-RJ

Os atos previstos para acontecer na terça-feira (5), dia nacional contra a reforma da Previdência Social, estão mantidos, apesar do recuo de seis das oito centrais sindicais que haviam convocado a greve nacional para esta data. É o que afirmam entidades sindicais que estão convocando as manifestações.

A assembleia geral dos servidores da seguridade social, realizada na noite de quinta-feira (30), na sede do Sindsprev-RJ, ressaltou a necessidade de buscar a construção de uma forte e imediata mobilização conjunta, unificada, que agregue todos os setores que se oponham às reformas do governo de Michel Temer (PMDB), consideradas, talvez, o maior retrocesso da história do país em termos de direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.

Os participantes, no entanto, avaliaram não haver condições de convocar a categoria à paralisação naquele momento. Mas destaram a importância de uma expressiva participação nos atos, por parte dos servidores da saúde, do INSS, da Previdência Social e do Ministério do Trabalho.

Atos pela manhã e à tarde

O dia de atos e paralisações começará cedo no Rio, em Niterói e em outras cidades do estado. Em Niterói, haverá um ato em frente ao Hospital Universitário Antonio Pedro, do qual o Sindsprev-RJ participará, a partir das 7 horas da manhã. Ainda nesta cidade, por volta das 15 horas, haverá uma concentração na Praça Araribóia, de onde os manifestantes devem atravessar para o Rio de Barcas para ir ao ato central do dia, na Candelária, cuja concentração começa às 16 horas. As atividades em Niterói estão sendo organizadas pelo Fórum Sindical da região, que agregada uma série de entidades sindicais, entre elas o Sindsprev-RJ.

No Rio, a principal manifestação da qual a categoria participará pela manhã será na porta do Hospital Federal de Bonsucesso, a partir das 9 horas, junto com outros setores do funcionalismo e do movimento sindical. Na assembleia de terça-feira (30), fez-se um chamado aos servidores da saúde, do INSS e dos demais setores para que se dirijam ao HFB e fortaleçam o protesto, que unirá a defesa dos direitos previdenciários à luta contra a privatização e o desmonte da saúde pública no Rio.

Haverá atos e atividades ainda em outras cidades, caso de Nova Iguaçu, onde a concentração da categoria deverá se dar, pela manhã, na porta do Hospital de Nova Iguaçu, de onde vão se dirigir ao centro da cidade para um ato unificado local. À tarde, a idéia é que os servidores se desloquem para o ato do Rio.

Defesa da unidade na luta

A importância da mobilização nesse momento foi muito destacada na assembleia, na qual os servidores defenderam que setores do movimento sindical que atuam no setor se unam em prol da luta contra a retirada de direitos, o desmonte dos serviços públicos e os ataques ao servidor.

A assembleia ocorreu um dia antes da decisão das seis centrais sindicais de suspender a greve nacional – por meio de uma nota assinada por seus respectivos presidentes. Nas redes sociais, federações e sindicatos de variadas categorias divulgaram notas condenando a atitude destas centrais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CSB). A CSP-Conlutas e a Intersindical não assinaram a nota e defenderam a manutenção dos protestos. A CTB, apesar de assiná-la, divulgou posteriormente outro texto no qual afirma ter sido contrária à desmarcação e defende que os atos e protestos aconteçam no dia 5.

A nota das seis centrais diz que a desmarcação do dia de greve nacional deve-se às declarações dos representantes do governo de que a PEC 287/2016, referente à reforma da Previdência, não seria mais posta em votação no Plenário da Câmara dos Deputados no dia 6 de dezembro. Essa data chegou a ser sinalizada pelo presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que, agora, diz que só colocará a proposta em pauta quando o governo tiver os 308 votos necessários para aprová-la.

‘Propaganda enganosa’

Nas críticas à decisão unilateral das centrais, as entidades sindicais, entre elas a Fenasps, a federação nacional dos servidores da Previdência e da Saúde, alertam que a luta para derrotar a reforma previdenciária ainda está em curso e está longe de ser vitoriosa – o governo vem jogando pesado para tentar aprová-la, mesmo com modificações, ainda este ano.

Para isso, está usando cerca de R$ 200 milhões em propaganda ostensiva na TV e outros meios de comunicação, na qual o servidor público é taxado de privilegiado e, sem usar essa palavra, de vagabundo. Ação judicial movida pela Anfip – associação dos fiscais da Receita – e outras entidades obteve liminar, na 14ª Vara Federal do Distrito Federal, que suspende a veiculação dos anúncios.

A campanha publicitária oficial omite a informação de que os servidores já não possuem quaisquer diretos a mais do que o trabalhador do setor privado em relação à aposentadoria, além de já estarem submetidos a idades mínimas para se aposentar por tempo de contribuição e terem parte de suas aposentadorias taxadas – aspectos que hoje não atingem os trabalhadores que contribuem para o INSS.  O volume de recursos que o governo tenta usar nessa propaganda demonstra, na avaliação de muitos dirigentes sindicais, o quanto o Planalto e o empresariado ainda apostam na aprovação da PEC 287.

 


Assembleia realizada no Sindsprev-RJ na quinta-feira (30), para debater a mobilização contra a PEC da Previdência - Niko






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