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Geral  

Argentinos lutam contra reforma da Previdência de Macri

15/12/2017

Por Olyntho Contente*
Da Redação do Sindsprev/RJ

Pressionados por uma grande manifestação de trabalhadores, os deputados argentinos aliados do presidente Maurício Macri, suspenderam, nesta quinta-feira (14/12), a votação da reforma da Previdência. A exemplo do que acontece aqui no Brasil, a polícia agiu com truculência, se utilizando de veículos blindados. Diversas pessoas foram atingidas por balas de borracha; jatos de água e bombas de fumaça também foram usadas para dispersar o protesto. O trânsito foi interrompido em várias ruas próximas.

A agência de notícias Telam disse que a mobilização teve início às 8 horas, e que milhares de pessoas se reuniram em diversos pontos da capital argentina, encontrando-se em frente ao Congresso por volta das 15 horas, quando os deputados começavam a chegar para a votação. Em função da pressão, o presidente da Câmara, Emilio Monzó, optou por encerrar a sessão, apesar de contar com quórum suficiente, de 129 deputados.

Parlamentares vão para a passeata

Alguns deputados da oposição, como Facundo Moyano e Victoria Donda, deixaram o prédio do Congresso e se uniram aos participantes da manifestação, convocada por centrais sindicais. Os oficiais da Gendarmeria (a Guarda Nacional argentina) tentaram dispersar a multidão com balas de borracha e jatos de água, enquanto os manifestantes reagiam com pedras e garrafas. Manifestantes, parlamentares e jornalistas foram feridos.

Argumento é o mesmo de Temer

Segundo as agências de notícias, a proposta de Macri modifica a metodologia de cálculo das aposentadorias. O texto altera a chamada "fórmula de mobilidade", que atualmente beneficia mais de 17 milhões de aposentados e pensionistas. Em vez do ajuste semestral, calculado com base em 50% da evolução dos salários e 50% da arrecadação, a reforma propõe ajustes de 70% pela variação da inflação e 30% pela variação de um indicador do Ministério do Trabalho, que mede a evolução dos salários dos servidores públicos.

De acordo com opositores, a medida implicará, no longo prazo, na desvalorização dos benefícios. Ao indexar o reajuste à inflação, e não mais à arrecadação, o governo prevê uma economia de até 100 bilhões de pesos argentinos (cerca de 19 bilhões de reais), pois as aposentadorias não aumentarão mais no mesmo ritmo das receitas.

Com o novo cálculo, o próximo reajuste, em março, seria de 5,7%, contra 12%, segundo as regras atuais. O governo insiste que a reforma é fundamental para reduzir o déficit fiscal. Mas na verdade a mudança é para beneficiar duplamente os bancos: 1) economiza-se com as aposentadorias para gerar superávit primário para pagar os juros da dívida, e 2) se desmoraliza a previdência pública, fazendo com que os trabalhadores procurem a previdência privada, nas mãos dos bancos e grandes seguradoras.


*Com informações de agências de notícias






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