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Geral  

Revolta dos Malês completa 183 anos

28/01/2018

Por Olyntho Contente*

Da Redação do Sindsprev/RJ

Neste dia 25 de janeiro, a Revolta dos Malês completou 183 anos.  Foi o levante de maior importância do estado da Bahia. O movimento ganhou este nome devido aos negros de origem islâmica que organizaram o a revolta. O termo "malê" tem origem na palavra imalê, que significa "muçulmano" no idioma Iorubá.  Apenas negros africanos, cerca de 1.500 homens, participaram. 

Revoltas

Durante as primeiras décadas do século XIX várias rebeliões de escravos explodiram na província da Bahia. A mais importante delas foi a dos Malês. De caráter racial, a rebelião foi contra a escravidão e a imposição da religião católica. Em janeiro de 1835, a cidade de Salvador tinha cerca de metade de sua população composta por negros escravos ou libertos, das mais variadas culturas e procedências africanas, dentre as quais a islâmica, como os haussas e os nagôs. Foram eles que protagonizaram a rebelião, conhecida como dos "malê", por designar negros muçulmanos, que sabiam ler e escrever o árabe.

Sendo a maioria deles composta por "negros de ganho", tinham mais liberdade que os negros das fazendas, podendo circular por toda a cidade com certa facilidade, embora tratados com desprezo e violência. Alguns, economizando a pequena parte dos ganhos que seus donos lhes deixavam, conseguiam comprar a alforria.

Manuel Calafate

Em janeiro de 1835 um grupo de cerca de 1500 negros, liderados pelos muçulmanos Manuel Calafate, Aprígio, Pai Inácio, dentre outros, armou uma conspiração com o objetivo de libertar seus companheiros islâmicos e matar brancos e mulatos considerados traidores, marcada para estourar no dia 25 daquele mesmo mês. Arrecadaram dinheiro para comprar armas e redigiram planos em árabe, mas foram denunciados por uma negra ao juiz de paz.

Conseguiram, ainda, atacar o quartel que controlava a cidade, mas, devido à inferioridade numérica e de armamentos, acabaram massacrados pelas tropas da Guarda Nacional, pela polícia e por civis armados que estavam apavorados ante a possibilidade do sucesso da rebelião negra. No confronto morreram sete integrantes das tropas oficiais e setenta do lado dos negros. Duzentos escravos foram levados aos tribunais. Suas condenações variaram entre a pena de morte, os trabalhos forçados, o degredo e os açoites, mas todos foram barbaramente torturados, alguns até a morte. Mais de quinhentos africanos foram expulsos do Brasil e levados de volta à África. Apesar de massacrada, a Revolta dos Malês serviu para demonstrar às autoridades e às elites o potencial de contestação e rebelião que envolvia a manutenção do regime escravocrata, ameaça que esteve sempre presente durante todo o Período Regencial e se estendeu pelo governo pessoal de D. Pedro II.

*Com informações da Multirio.






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