Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Geral  

Multidão vai às ruas do Rio em 12 horas de protestos por justiça

15/03/2018

Manifestação na Cinelândia, na noite de quinta-feira (15), exige justiça - crédito: Marcelo Sayas - Abr

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

O povo tomou as ruas do Centro do Rio ao longo de quase 12 horas seguidas para exigir justiça, em dimensões e intensidade que não se via desde as megamanifestações de junho de 2013. Os protestos também ocorreram em várias outras cidades do estado e do país.

Uma multidão também tomou a av. Paulista, na capital de São Paulo. Nas ruas, a população exigia justiça para as execuções a tiros da jovem vereadora do Rio de Janeiro e militante dos movimentos sociais Marielle Franco, do Psol – a mulher mais votada na última eleição municipal – e do motorista Anderson Gomes.

O crime com evidências de execução por matadores ‘profissionais’ aconteceu na noite de quarta-feira, 14 de março de 2018, na rua Joaquim Palhares, no Estácio, início da Zona Norte do Rio. O dia foi marcado pela tristeza, mas também pelo chamado à reação: o Brasil chorou nas ruas a dor da perda de Marielle e Anderson e exigiu justiça para os crimes e justiça social para o povo.

O Sindsprev-RJ divulgou nota de pesar pelas mortes e também exige justiça. “Os assassinatos de Marielle e Anderson, com nítidas características de execução, não são casos isolados. Configuram-se num contexto de repressão aos movimentos sociais e de criminalização da pobreza – os que lutam para mudar esse quadro de exploração e opressão são tratados como inimigos pelas forças de segurança do Estado”, diz trecho da nota, que mais adiante observa que os crimes ocorreram em um momento gravíssimo, com o Rio “sob uma questionada intervenção federal e militar imposta por um governo ilegítimo e autoritário”. “O Sindsprev-RJ faz coro com os demais setores dos movimentos sociais e sindicais que querem justiça e que o legado da luta dessa mulher nos inspire e nos dê força para lutar contra todas as formas de opressões e de exploração”, conclui o documento divulgado pouco antes do início das manifestações.

‘Não à intervenção’

As escadarias da Câmara dos Vereadores e a Cinelândia foram tomadas por pessoas consternadas e indignadas já pela manhã. Por volta das 16h30, os manifestantes seguiram para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Palavras de ordem repudiavam a intervenção militar no Rio de Janeiro e defendiam o fim dos governos de Marcelo Crivella, Luiz Fernando Pezão e de Michel Temer.

Nas primeiras horas da noite, mais pessoas foram se juntando à multidão, que retornou à Cinelândia, provavelmente num dos momentos mais cheios do ato. Até 22h30min, ainda havia manifestantes em vigília. Muitos artistas compareceram ao protesto. Marielle havia sido escolhida recentemente uma das relatoras da comissão instalada no legislativo municipal para acompanhar a atuação das Forças Armadas durante a intervenção. Também havia denunciado, há poucos dias, a forma violenta como a Polícia Militar atuara em uma operação na favela de Acari.

Na véspera do assassinato, Marielle postou uma mensagem no Twitter sobre a morte de um morador de uma favela na cidade. "Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da Igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?", perguntou. Defender o fim da atuação violenta e muitas vezes ilegal de forças policiais em comunidades fazia parte da rotina da militância de Marielle, cujos origens sociais encontram-se na Maré, o maior complexo de favelas do Rio de Janeiro.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec