Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Geral  

Servidores e Defensoria criticam Ministério da Saúde por não cumprir promessa do certame

15/03/2018

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Servidores e dirigentes sindicais que participaram da reunião com representantes do Ministério da Saúde para tratar do problema do déficit de pessoal criticaram a posição do governo e a consideram um retrocesso nas negociações.

O secretário de Atenção à Saúde, Francisco de Assis, disse a entidades sindicais e associativas e à Defensoria Pública que não há mais previsão de realização imediata de um certame para a contratação de pessoal, como chegara a ser prometido em negociações recentes.

O secretário alegou ainda que o ministério está perto de concluir o cumprimento da decisão liminar da Justiça que manda manter os profissionais temporários e voltar a convocar os dispensados. Os servidores e a Defensoria discordam dessa conta e da interpretação da decisão judicial. O possível certame para contratações temporárias, disse, dependeria do resultado de novo estudo sobre produtividade, dimensionamento de pessoal e jornada de trabalho.

Na reunião ocorrida no dia 12 de março, no DGH, no Rio, tanto o defensor público Daniel Macedo quanto os representantes das entidades saíram contrariados. Macedo expressou insatisfação com a posição do governo e afirmou que o estudo sobre a necessidade de pessoal já havia sido feito pelo Hospital Sírio-Libanês, contratado pelo ministério para isso a um alto custo.

Pelo Ministério, participaram da reunião, além de Francisco, o diretor do DGH, Alessandro Magno, e o vice-diretor, André Tadeu. Os representantes do governo federal também informaram que o Ministério do Planejamento está fechando um convênio com a Prefeitura do Rio, que ficaria responsável por controlar as demandas de hospitais da rede federal.

Sobre a nova Emergência do Hospital Federal de Bonsucesso, inaugurada sem pessoal suficiente para funcionar, Francisco de Assis disse que é possível a contratação de pessoal, mas que isso também dependeria de nova avaliação. Sinalizou que o governo cogita a contratação nesse caso, mas discorda dos números apresentados pelo Corpo Clínico da unidade.

Para Lúcia Pádua, que participou da reunião pela Fenasps, a mudança por parte do governo no que havia combinado é inaceitável e coloca em grave risco os hospitais federais do Rio. "Ele quer jogar no ombro dos servidores a baixa produtividade, e usar isso para rever carga horária", avalia. “O governo havia se comprometido em torno da realização de novo certame para recompor a força de trabalho e reabrir os serviços, havia se comprometido com cerca de 2.590 vagas a partir do estudo do Sírio Libanês”, observa.

Na avaliação da servidora Maria Celina, da Regional Norte do Sindsprev, a reunião “foi péssima” e demonstrou que o governo não quer reativar serviços e quer a emergência do Hospital Federal de Bonsucesso atuando de portas fechadas. “Quer que a gente prove quanto falta de profissionais para aí pensar em contratar, quer que a gente faça o serviço que já foi feito”, critica.

A servidora também considera preocupante a intenção de transferir o controle das demandas para a Secretaria Municipal de Saúde. “Isso tudo pode significar o fim da saúde pública no Rio de Janeiro alerta para o fim da saúde no Rio de Janeiro”, alerta. Para ela, a Prefeitura não consegue cuidar nem de sua rede, está transferindo médicos das especialidades para o programa de saúde da família, que está sem pessoal, e esvaziando as policlínicas. É um quadro muito ruim”, disse.

 






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec