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Geral  

Estudantes criticam intervenção militar no Rio e fazem homenagem a Edson Luís e Marielle

29/03/2018

Manifestação no Centro do Rio, no fim da tarde e início da noite desta quarta (28) - Fernando França

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Menos intervenção, mais educação, defenderam centenas de manifestantes, a maioria estudantes, que caminharam em passeata da Candelária à Cinelândia, no protesto que uniu a lembrança da morte do estudante Edson Luís, 50 anos atrás, com a exigência de justiça para as execuções de Marielle Franco e Anderson Gomes.

"Não vão nos calar", afirmavam algumas faixas expostas no ato, que condenou a intervenção federal militarizada na área de segurança do Rio. “Ditadura Nunca Mais”, expressavam outras. O protesto foi convocado por entidades estudantis, movimentos sociais, sindicatos e pela Frente Contra a Intervenção Federal e Militar no Rio de Janeiro.

A chacina de cinco jovens em Maricá, primeiro município da Região dos Lagos, executados com características de ações de milícias no último fim de semana, foi denunciada. Da mesma forma, os manifestantes apontaram as mortes de oito pessoas na favela da Rocinha, na Zona Sul, numa recente operação da Polícia Militar como parte de uma política de segurança que criminaliza a pobreza e extermina o povo pobre e negro nas comunidades.

A morte do secundarista Edson Luís foi lembrada tanto pelos jovens estudantes quanto por quem participou dos acontecimentos à época e segue nas mobilizações por justiça social e pela construção de uma sociedade sem lugar para a opressão e exploração da classe trabalhadora.

O secundarista foi assassinado por um PM no dia 28 de março de 1968, em meio à ditadura comandada pelos generais, quando centenas de estudantes organizavam, no restaurante estudantil Calabouço, um protesto por melhores condições de higiene no local e contra o aumento dos preços nas refeições. A polícia invadiu o restaurante e atirou contra os jovens que ali estavam. “Continuem firmes na luta, porque vale a pena, e temos que ter consciência de que o inimigo de ontem é o mesmo de hoje”, disse, aos manifestantes, Geraldo Sardinha, que, em 1968, esteve entre os que carregaram o caixão com o corpo do colega morto.

O protesto foi concluído nas escadarias da Câmara de Vereadores, local tristemente simbólico para a manifestação: foi ali naquele local histórico que foram velados os corpos de Edson Luís, há 50 anos, quando o prédio abrigava a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara, e da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, 14 dias atrás.

 






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