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Geral  

‘5 moleque tipo nóiz’: chacina contra jovens de Maricá é denunciada em debate no Sindsprev

29/03/2018

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

A execução de cinco jovens em Maricá, ocorrida na véspera, foi lembrada durante o debate ‘A Luta das Mulheres na Sociedade’, promovido pelo Sindsprev-RJ, no dia 26 de março, por meio das secretarias de Organização, de Formação e de Gênero, Raça e Etnia. A atividade foi marcada, ainda, por uma homenagem póstuma à vereadora Marielle Franco, do Psol, assassinada no dia 14 de março com quatro tiros, junto com o motorista que a conduzia, Anderson Gomes – homenagem estendida a todas as vítimas da violência.

A servidora Claudia Vitalino leu mensagem sobre o que ocorrera no condomínio Carlos Marighella, no distrito de Itaipuaçu, entrada para a Região dos Lagos no litoral norte fluminense. Claudia, que integra a direção da Regional Norte do Sindsprev-RJ e preside a Unegro (União das Negras e Negros Pela Igualdade), foi uma das debatedoras da atividade. O evento reuniu servidoras e servidores das carreiras da seguridade e do seguro social, além de muitos estudantes.

Os cinco jovens foram executados na manhã de domingo (25), em uma rua dentro do condomínio, construído pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Todos foram atingidos na cabeça e estariam deitados quando isso ocorreu. As características do crime levaram a Polícia Civil a suspeitar de milícias que atuam na área. Os jovens participavam de movimento cultural ligado ao hip hop na região – dois deles, Sávio Oliveira (Soul) e Matheus Bittencourt (Mabi), tinham atuação destacada e ainda faziam trabalhos sociais com crianças carentes. Também foram mortos Patrick Diniz, Matheus Barauna e Marcus Jonathas – todos com idades entre 16 e 20 anos.

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A servidora leu uma nota divulgada pela Unegro (União de Negras e Negros Pela Igualdade), entidade que preside no Rio de Janeiro, que trazia a letra do rapper Emicida para outra chacina, mas que, observou, também retrata essa nova tragédia: “5 moleque tipo nóiz”, em referência à chacina de Costa Barros, na Zona Norte do Rio. Em 28 de novembro de 2015, quatro policiais militares atiraram 111 vezes, 80 delas com fuzil, e mataram cinco jovens que saiam de carro para lancharem juntos em comemoração ao primeiro salário recebido por um deles: Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20 anos, Wesley Castro Rodrigues, 25, Cleiton Corrêa de Souza, 18, Carlos Eduardo da Silva de Souza, 16, e Roberto de Souza Penha, também de 16.
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A nota lida por Claudia expressa a tristeza e a indignação com a nova chacina, outra vez contra cinco meninos, agora em Maricá: “Precisamos nos fazer as perguntas e procurar as respostas! Respostas estas que não fiquem nas prateleiras das bibliotecas das grandes universidades, mas que se transformem em ações de Governo com a finalidade de cumprir o seu papel! Registramos aqui nossa indignação com o acontecido, nossa tristeza e solidariedade aos amigos e familiares das vítimas. Estaremos juntos, incansáveis na busca por justiça e esclarecimento do crime. Nunca se esqueçam que eram 5 moleques tipo igual a nós!!”, diz trecho da nota.

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Abaixo, a letra composta pelo rapper:

5 moleque tipo nóiz

5 moleque tipo nóiz
Que acabaram assim
Que fim, sem voz
Silêncio dos verme
Medalha pro algoz
Quando eles mata
5 moleque tipo nóiz
Não vai ter hashtag
Nem hoje, nem pós
Ninguém chora
Por 5 moleque tipo nóiz
Pra forjar crime que num existe
O jornal é veloz
Triste sina, de 5 moleque tipo nóiz
Pense se fossem brancos
Se fossem playboys
Mas num era
Era 5 moleque tipo nóiz
Então que a mãe de cada um
Chore a sós
É sempre assim quando
É 5 moleque tipo nóiz
Mais luto pra quem sempre luta
Gargantas e nós
Nunca esqueça
Eram 5 moleques tipo nóiz
Je suis porra nenhuma
Somos todos atroz
Quando o corpo é de
5 moleque tipo nóiz
O que mudou
Desde o tempo de nossos avós
Quando acertam
5 moleque tipo nóiz
Mortos como o rio doce
Sangue prum tapajós
Sai do corpo de
5 moleques tipo nóiz
Nessa guerra desigual
Só tem contras, não prós
Sem novidade pra
5 moleques tipo nóiz

Da Redação do Sindsprev-RJ






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