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Geral  

Execução de jovens do hip hop é denunciada no ato dos 50 anos da morte de Edson Luís

02/04/2018

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Eram cinco meninos, escreveu alguém na página na internet do movimento cultural Nação Hip Hop Maricá. Os nomes de Sávio Vitipó, Mateus Bitencourt, Patrick Diniz, Matheus Barauna e Marcus Jonathas foram lembrados na passeata que marcou os 50 anos do assassinato do estudante Edson Luís e defendeu o fim da intervenção federal militar na área de segurança do Estado do Rio de Janeiro.

Os cinco jovens foram executados a tiros na manhã de domingo (25), em Itaipuaçu, distrito de Maricá, início da Região dos Lagos no litoral norte fluminense. Todos foram atingidos na cabeça e teriam sido obrigados a deitar quando isso ocorreu, em uma rua do condomínio Carlos Marighella, construído por meio do programa Mina Casa, Minha Vida.

As características do crime levaram a Polícia Civil a suspeitar de milícias que atuam na área. Eles participavam de movimento cultural ligado ao hip hop na região – dois deles, Sávio Oliveira (Soul) e Matheus Bittencourt (Mabi), tinham atuação destacada e ainda faziam trabalhos sociais na região. “Estamos muito tristes em saber que cinco jovens foram brutalmente executados e prestamos total solidariedade às famílias das vítimas”, postou em sua página na internet o grupo Nação Hip Hop Maricá.

Ato no Centro do Rio

A manifestação que transcorreu no Centro do Rio reuniu principalmente estudantes, no dia 28 de março de 2018, exatos 50 anos após a morte de Edson Luís de Lima Souto, aos 18 anos, em meio à ditadura instalada pelos militares com apoio de setores empresariais civis. Centenas de manifestantes percorreram a av. Rio Branco no trajeto que liga a Igreja da Candelária à praça da Cinelândia.

O secundarista Edson Luís foi morto por um policial militar em 1968, aos 18 anos, quando se organizava, no restaurante Calabouço, no qual jantava junto com cerca de 300 estudantes, um protesto relacionado à alimentação estudantil. A Polícia Militar invadiu o local e atirou contra as pessoas que ali estavam.

‘O Estado não vai fazer nada’

Aluno no Colégio Municipal Souza Aguiar, J., de 19 anos, foi à manifestação movido pela certeza de que, se as pessoas não se mobilizarem, nada acontecerá. Ele conhecia um dos jovens mortos em Maricá e participava do movimento cultural hip hop no qual eles atuavam. "O Estado não vai fazer nada, por isso [venho aqui], para que os novos entendam. Se deixar pela mídia, ela não vai fazer nada. E se não for por nós, outras pessoas não farão”, disse, pedindo para não ter o seu nome identificado.

‘Por nossos mortos, pela vida’

A passeata foi encerrada com um ato em frente ao Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia, que abriga a Câmara de Vereadores. Naquele local, foram velados por multidões os corpos de Edson Luis, 50 anos atrás, e de Merielle e Anderson, 14 dias antes da manifestação. O professor e vereador do Psol Tarcísio Motta, cujo gabinete ficava ao lado do de Marielle, fez um discurso no qual ressaltou a importância de “lembrar os nossos mortos”. “[É importante] que uma faixa carregada por vocês lembre da chacina de Maricá, dos mortos da Rocinha, dessa intervenção que é uma farsa, dessa intervenção que recai sobretudo sobre os moradores de favelas. Quando lembramos de nossos mortos é para reafirmar a vida, a vida que pulsa em cada um de nós, a vida que a gente sonha para todos e todas, uma vida digna em que todos tenham direito, onde direitos humanos não tenham que ser tema de debate, mas um princípio civilizatório, e onde a gente consiga que todo mundo tenha direito a uma educação pública, democrática, de qualidade, laica e socialmente responsável", disse.






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