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Geral  

Sindsprev-RJ critica política excludente da Geap ao abordar declarações de diretor- executivo

01/05/2018

Da Redação do Sindsprev-RJ

Por Hélcio Duarte Filho

 

A direção do Sindsprev-RJ considera graves as declarações do diretor-executivo da Geap, Roberto Sérgio Fontenele Candido, reveladas em gravação vazada após cerimônia em Brasília. Defenderá que as afirmações de má gestão e de fraudes em contratos, mesmo que posteriormente relativizadas pelo próprio diretor, sejam consideradas pela Geap e de alguma forma investigadas.

 

Dirigentes do sindicato vão além: propõem que o que ocorreu impulsione uma mudança de rota e revisão no perfil que o plano de saúde dos servidores assumiu ao longos dos últimos anos, marcado por custos altos e serviços precários. "A Geap, que não é mais a mesma, é um plano que deveria ter uma caracterização especial por ser de autogestão e estar voltado para os servidores públicos, inclusive com co-participação do governo, com recebimento direto na folha de pagamento, com desconto no contracheque dos trabalhadores", afirma o servidor Paulo Américo, da direção do Sindsprev-RJ.

 

A direção do sindicato considera inexplicável e inaceitável que nos últimos três anos a Geap tenha acumulado reajustes em suas mensalidades próximos a 80%. O índice é quase quatro vezes e meia superior à inflação do período – de acordo com o IPCA/IBGE – e contrasta com as perdas salariais do funcionalismo no período.

 

"A Geap nesse momento traz números de afastamento de mais de duzentos mil associados: entre 2005 e 2018, o número caiu de mais de 700 mil para menos de 500 mil, porque as pessoas hoje não estão reunindo condições de pagar, quando a Geap, por ser um plano de autogestão, deveria ter um custo menor", disse o dirigente sindical. "E quando nós vemos que este custo elevado pode ter a ver com má gestão, com corrupção em algum nível, isso chama a atenção e tem que ser investigado. Ainda que tenha havido uma reparação, esses contratos têm que ser olhados com mais cuidado, para que esse custo e esses reajustes sejam tratados de forma mais isonômica, de forma mais justa", defendeu Paulo Américo.

 

Na atividade interna, o diretor-executivo Roberto Fontenele disse que a Geap é "uma empresa que está pegando fogo: “É uma empresa que está pegando fogo. Não vamos mentir. Sou um cara transparente, vocês me conhecem. Nunca vi uma empresa com tantos problemas, mas não é culpa de vocês. É culpa de gestões anteriores”, disse. Falou ainda num déficit de R$ 330 milhões e que a Geap entraria em liquidação judicial pela Agência Nacional de Saúde (ANS) se não levantar R$ 130 milhões até junho. Também disse que hospitais e médicos fraudam a Geap - o que gerou uma série de protestos por parte de organizações hospitalares e conselhos profissionais do setor.

 

Em nota divulgada no site da Geap, Roberto Fontenele disse que a gestão está se empenhando para resolver os problemas e que não há riscos imediatos: "O recurso necessário para compor a reserva técnica, determinado pela Agência Nacional de Saúde, está apropriado e contabilizado para o cumprimento de tal finalidade. Portanto, não há motivos para preocupação". Ele também alegou que a gravação revela uma conversa interna, que pode ter dado margem a interpretações erradas.

 

Seja como for, a direção do Sindsprev-RJ avalia que o caso corrobora com a gravidade do que está acontecendo e os erros na gestão. "A diretoria passada da Geap jogava a culpa dos problemas nos servidores. Há muito tempo a Fenasps e o sindicato vêm denunciando o uso político da Geap, a falta de controle e os enormes gastos com pagamentos administrativos sem as devidas justificativas e documentos contábeis", observa o servidor Rolando Medeiros, da direção do Sindsprev-RJ.

 

Para o Sindsprev-RJ, a solução para a Geap passa longe dos aumentos abusivos nos valores cobrados de seus segurados. Ao contrário, tal política, combinada com a má gestão, está levando ao esvaziamento do plano e à queda na qualidade dos serviços.






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