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Geral  

Para Fórum de Qualidade de Vida, é preciso avançar com propostas de autogestão

04/07/2018


Reunião do Fórum de Saúde e Qualidade de Vida, onde se discutem propostas de autogestão

Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Nos últimos dois anos, o Fórum de Qualidade de Vida e Saúde/GT/Eméritos/Ativos/MS/INSS/Sindsprev/RJ tem debatido e proposto que, em relação a Geap e CapeSaúde, os servidores da seguridade e do seguro social devem ir muito além da luta contra os abusivos aumentos praticados pelas duas seguradoras. Entre outros pontos, o Fórum propõe que a Geap seja administrada segundo uma verdadeira lógica autogestionária, baseada num efetivo controle por parte dos segurados e dispondo de uma rede própria de atendimento. Uma rede que se preocupe com a qualidade de vida dos pacientes, sobretudo idosos, e não com o lucro. “Infelizmente, a Geap é atualmente gerida segundo os parâmetros dos planos privados de saúde, que só pensam em ganhar dinheiro. Por isso é que os atuais gestores da Geap não têm preocupação alguma com a crescente perda de segurados que não podem mais pagar seus abusivos reajustes. Precisamos reverter e modificar essa lógica perversa”, afirmou o servidor Crispim Wanderley, do Fórum de Qualidade de Vida e ex-dirigente do Sindsprev/RJ.

Autogestão e Economia Solidária

A idéia de ‘autogestão’ para a Geap é, na verdade, parte de um conjunto de medidas que compõem a chamada ‘economia solidária’, propostas elaboradas, entre outros, pelo economista austríaco (naturalizado brasileiro) Paul Singer (1932-2018), um dos mais renomados pesquisadores de políticas alternativas em economia social, com mais de 25 livros publicados. 

Em linhas gerais, a economia solidária é definida como o "conjunto de atividades econômicas – de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito – organizadas sob a forma de autogestão." A economia solidária compreende uma variedade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. O objetivo da economia solidária é constituir redes de produção, distribuição e consumo regidas por uma lógica social e humanizada, em contraposição à lógica puramente capitalista.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), por exemplo, pratica a economia solidária quando busca constituir redes alternativas de distribuição e comercialização dos produtos agrícolas de seus assentamentos, fortalecendo os laços entre campo e cidade.

Recentemente, a Prefeitura do Rio lançou chamada pública para a aquisição de alimentos da agricultura familiar, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Fórum Brasileiro de Economia Solidária

Desde 2001 existe o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), organizado em mais de 160 fóruns municipais, microrregionais e estaduais, envolvendo diretamente mais de 3 mil empreendimentos de economia solidária, 500 entidades de assessoria, 12 governos estaduais e 200 municípios.

“O conjunto das experiências de economia solidária existentes no Brasil mostra o quanto é possível construirmos novas relações alternativas às relações de produção e troca puramente capitalistas. O problema é que existe um boicote dos grandes empresários e grupos econômicos a essas propostas alternativas. Daí a importância de os sindicatos participarem e apoiarem as redes de distribuição, financiamento solidário, autogestão e cooperativas. É preciso furar esse cerco e avançar”, concluiu Crispim.

O Fórum de Qualidade de Vida reúne-se todas as quartas-feiras, a partir das 10h, no auditório do Sindsprev/RJ (rua Joaquim Silva, 98 – 3º andar). As reuniões são abertas a todos os servidores da seguridade e do seguro social. 






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