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Geral  

Base aliada impede abertura de investigação sobre favores oferecidos por Crivella a pastores

12/07/2018

Manifestação durante a sessão desta quinta-feira (12), na Câmara - Fernando França


Da Redação do Sindsprev-RJ

Por Hélcio Duarte Filho


A base aliada do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, saiu em sua defesa para impedir a abertura de processo de impeachment pela Câmara dos Vereadores, após ser flagrado em uma reunião fechada, em espaço público, na qual ofereceu contato com assessores para facilitar tratamentos médicos e tributários na Prefeitura. Em meio a uma sessão agitada, marcada por manifestações contra e a favor do prefeito, 16 vereadores votaram pela abertura do processo de investigação e 29 se opuseram a isso.

 

"Prevaricar significa faltar ao cumprimento do dever por interesse ou má-fé. O que está em jogo é se os vereadores vão prevaricar ou não vão prevaricar. É obrigação do legislativo fiscalizar o Executivo", defendeu, pouco antes da votação, o vereador Reimont, líder do PT. "Estamos dizendo que os fatos daquela noite devem ser investigados. Quando Crivella diz que vamos aproveitar que Deus nos colocou a aqui na Prefeitura para resolver nossos problemas, ele está cometendo um crime sim", afirmou.


O vereador Dr. Jairzinho (MDB), líder do governo na Casa, minimizou a reunião e as promessas de favores. 'Estamos vendo tantas coisas acontecerem no Brasil afora, chega a ser um deboche com a democracia nós tratarmos do impeachment do prefeito. Requerimento para cassar um prefeito eleito legitimamente por conta de uma reunião?", disse. Os parlamentares governistas também questionaram a validade de uma denúncia feita com base em áudio divulgado pela TV Globo.


O vereador Tarcísio Motta, do PSOL, disse que a Câmara tinha obrigação de investigar o que ocorreu naquela noite no Palácio da Cidade. "A discussão que se encerra aqui é se algum desses princípios básicos da nossa democracia, da nossa República, foi ou não ferido pelo prefeito Marcelo Crivella naquela reunião secreta. Todos os cidadãos devem ter os mesmo direitos, se aquela reunião secreta fosse com sindicalistas, com professores, com policiais, e o prefeito oferecesse vantagens indevidas, a possibilidade de furar uma fila, ainda assim ele estaria incorrendo em improbidade", observou, da tribuna. O parlamentar, assim como outros vereadores que assinaram o pedido, esclareceram que não há preconceito na iniciativa. "Não se trata de nenhum preconceito religioso, quando cobramos que o prefeito respeite a igualdade de direitos. A única forma de as religiões serem respeitadas pelo poder público é o chamado estado laico", argumentou.


O recesso da Câmara foi suspenso após o pedido de impeachment ter sido protocolado por 17 vereadores. Tanto do lado de fora quando em uma das alas das galerias, manifestantes protestaram, cantando palavras de ordem e erguendo cartazes com frases como "Fora Crivella" e "O Estado é laico". O Sindsprev-RJ participou das atividades.


Embora o prefeito tenha conseguido barrar o pedido de impeachment, o fato de 17 vereadores terem assinado o pedido de investigação, o recesso ter sido suspenso para apreciar o requerimento e apenas 29 de 51 vereadores terem votado a favor do prefeito, demonstra o impacto do caso na gestão do prefeito.






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