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Geral  

Aliados rejeitam investigação, mas MP processa Crivella

13/07/2018


Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente*

Na noite de quarta-feira (11/7), o Ministério Público entrou na Justiça, com ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. O MP sustenta que o prefeito usou o espaço público e “extrapolou os limites do razoável” ao promover o encontro secreto de pastores e líderes religiosos, no Palácio da Cidade. A promotoria quer evitar que Marcelo Crivella continue a conceder privilégios a um grupo religioso. Na quinta-feira, por 29 votos a 16, a Câmara dos Vereadores rejeitou pedido de admissibilidade de abertura de investigação como parte do processo de impeachment do prefeito, protegendo Crivella. 

Turbinando candidaturas

O MP afirma, entre outros pontos, que Crivella "extrapolou os limites do razoável, usando sua estrutura para propagar seu credo, e com isso, aumentar seu capital eleitoral, como ficou evidente na presença de pré-candidatos na reunião realizada no dia 4 de julho, no Palácio da Cidade". O Ministério Público se refere aos pré-candidatos Rubens Teixeira e Raphael Leandro, do PRB, o mesmo partido de Crivella. Ambos estiveram no encontro secreto em que o prefeito ofereceu facilidades a cerca de 250 pastores e líderes evangélicos. Entre as promessas, tinha prazo pra passar por cirurgias de catarata.

Fala com a Márcia

“Nós estamos fazendo o mutirão da catarata. Contratei 15 mil cirurgias até o final do ano. Então se os irmãos tiverem alguém na igreja com problema de catarata... o que que é a catarata? quando a gente envelhece, o cristalino, essa bolinha que todos nós temos dentro do olho, fica opaco. E se os irmãos conhecerem alguém, por favor, falem com a Márcia ou com Marquinhos. É só conversar com a Márcia que ela vai anotar, vai encaminhar, daqui a uma semana ou duas a gente tá operando”, afirmou.

Crivella também ofereceu facilidades em outros setores da prefeitura. “Tem pastores que estão com problemas de IPTU. Igreja não pode pagar IPTU, nem em caso de salão alugado. Mas se você não falar com o doutor Milton, esse processo pode demorar e demorar. Nós temos que aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na prefeitura para esses processos andarem. Temos que dar um fim nisso”, disse o prefeito no encontro.

Na ação, o Ministério Público pede que Crivella cumpra 12 determinações, entre elas deixar de usar a máquina pública do município para a defesa de interesses pessoais ou de seu grupo religioso e não pedir que servidores concedam privilégios a determinada categoria para acesso ao serviço público de qualquer natureza.

O MP também determina que o prefeito pare de atuar em favor de determinada entidade religiosa, notadamente da Igreja Universal do Reino de Deus, e que não mantenha qualquer relação de aliança ou dependência com entidade religiosa que vise à concessão de privilégios, captação do estado, dominação de estruturas administrativas e de poder político e imposição de uma religião específica como oficial e ainda que não use espaços públicos para realizar atividades religiosas.

A promotoria encaminhou a ação para a Vara da Fazenda Pública do Rio. No fim do documento, o MP alerta que caso Crivella deixe de cumprir qualquer um dos itens, os promotores vão entrar na Justiça para pedir que ele seja afastado do cargo.


*Com informações de agências de notícias






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