Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Geral  

É por todos os que lutam, diz campanha que defende a absolvição dos 23 manifestantes de 2013 e 2014

24/07/2018

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Escadas da Câmara de Vereadores, na praça da Cinelândia, palco de dezenas de protestos que sacudiram as ruas do Centro do Rio de junho de 2013 até meados de 2014. No dia seguinte à divulgação da condenação, foi ali que se reuniram algumas dezenas de ativistas solidários aos 23 manifestantes daquele período julgados criminosos pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, ao participarem dos protestos que levaram milhões de pessoas às ruas do Rio e de todo o país.

A indignação aliada à declaração de haverá resistência permearam os discursos. 'O governador que comandou o processo contra os 23 está preso, como chefe de uma quadrilha que assaltava os cofres públicos', disse um dos participantes da reunião, referindo-se a Sérgio Cabral Filho. O mesmo ativista afirmou, em seguida, que  a condenação dos 23 é uma tentativa de calar as ruas: 'é um ataque contra todo o movimento, é um aviso do que acontecerá com quem ousar ir às ruas e lutar. Mas eles não vão conseguir nos calar’, afirmou.
 
A reunião transcorrida na noite da quarta-feira (18) é parte de uma movimentação que busca impulsionar a mobilização em defesa dos condenados por Itabaiana, um juiz conhecido por suas posições conservadoras. "Eu apoio os 23” é o mote da campanha, associado à ideia de que o movimento de solidariedade ‘não é só pelos 23’. 

No dia seguinte, nove destes homens e mulheres condenados participaram de entrevista coletiva, concedida exclusivamente para a mídia alternativa, na sede do Sepe-RJ, o sindicato dos profissionais da educação no Estado do Rio de Janeiro. Anunciaram que, naturalmente, vão recorrer à 2a instância da Justiça e que não pretendem se calar. A reportagem do Jornal do Sindsprev-RJ acompanhou a coletiva.

O primeiro ato público em solidariedade ao grupo será nesta terça-feira (24), no auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ifcs/UFRJ). "Não são só os 23 que estão sofrendo esses ataques, mas uma série de lutadores no Brasil", disse a professora de Sociologia Rebeca Souza, da rede estadual de educação e uma das incluídas no processo. Ela relatou que, na véspera, a organização Justiça Global informou que nunca se assassinou tantos defensores dos direitos humanos no meio urbano e rural do país. A condenação dos 23 ativistas de 2013 e 2014, raciocinou, é parte desse processo de perseguição aos que lutam por uma sociedade com mais justiça social.
 
‘Retaliação’
 
A condenação é apontada pelo movimento em defesa dos ativistas como uma represália à mobilização que se alastrou pelo Rio de Janeiro entre 2013 e 2014. Os protestos iniciados em junho de 2013 por todo o país, que culminaram com manifestações que levaram a atos com pelo menos centenas de milhares de pessoas nas ruas, prosseguiram no Rio ao longo do ano e em 2014, nas manifestações que contestavam o modo como a Copa do Mundo de futebol estava sendo realizada no Brasil. Mesmo reunindo menos gente do que em junho de 2013, os protestos passaram a fazer parte do cotidiano da cidade e colocaram o então governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) em situação difícil, contribuindo para a crescente impopularidade do governante, que dois anos mais tarde acabaria preso.

Aos atos nas ruas que expuseram a máfia dos transportes e o esquema de aumentos de tarifas envolvendo autoridades públicas, sucederam-se denúncias de remoções de comunidades pobres (Aldeia Maracanã, Vila Autódromo, Metrô Mangueira) e de superfaturamentos e irregularidades nas obras da Copa do Mundo. Esse movimento atingiu duramente Sérgio Cabral e a cúpula do então PMDB, hoje MDB. É o que afirma carta de apoio preparada pelas Assembleias Populares da Cinelândia e do Largo do Machado - forma de organização, aliás, nascida dos protestos de junho de 2013.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec