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Geral  

Bruna, mãe de Marcus Vinícius, declara apoio aos 23 e emociona

24/07/2018

Ato no Ifcs, na terça (24/7)
foto: Niko


Da Redação do Sindsprev-RJ

Por Hélcio Duarte Filho


"O meu filho se foi mas me deixou um legado: não deixa mais o Estado derramar sangue inocente nas comunidades", disse Bruna Silva, durante ato pela liberdade dos 23 ativistas condenados após participarem dos protestos no Rio de 2013 e 2014. Bruna é mãe do menino Marcus Vinicius, morto aos 14 anos numa operação policial no complexo de favelas da Maré, ocorrida no dia 20 de junho. Ela disse que a morte de seu filho por um tiro de fuzil disparado pela Polícia Civil, quando este se dirigia para a escola, mudou radicalmente a sua vida. Mas não teve tempo para o luto e abraçou a luta: calaram o meu filho, mas serei a voz dele, disse.


Com o Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ifcs-UFRJ) lotado, Bruna emocionou os presentes ao declarar apoio aos 23 ativistas recentemente condenados com penas que vão de cinco a 13 anos de prisão. Todos participaram dos protestos ocorridos no Rio em 2013, iniciados a partir da luta contra o aumento das tarifas dos ônibus, e em 2014, que denunciaram as irregularidades e as remoções de comunidades pobres decorrentes da Copa do Mundo de futebol.


O Sindsprev apoia a campanha pela absolvição dos 23 ativistas e participou do ato realizado na noite desta terça-feira (24), assim como representantes da Comissão de Funcionários da entidade. A presença de ambos foi anunciada ao longo do evento. Durante a atividade, também foi lembrado o jovem Rafael Braga, primeiro condenado das manifestações de junho de 2013, e que se encontra em prisão domiciliar, e Amarildo Silva, o ajudante de pedreiro morto pela Polícia Militar na Rocinha, em 2013.


Bruna defendeu o fim da Polícia Militar - "a gente quer o fim dessa polícia assassina" -, da intervenção militar no Rio de Janeiro e do governo de Michel Temer (MDB). Ao final, foi aplaudida de pé pelo plenário lotado.


(Mais desta cobertura em breve em www.sindsprevrj.org.br)


A mãe de Marcus Vinicius expõe a camisa do filho com marcas de sangue
foto: Niko






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