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Geral  

Incêndio no Museu Nacional é consequência dos cortes criminosos impostos ao setor público

03/09/2018


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

“O governo Temer aprofundou o corte de investimentos e custeio de forma criminosa para todo o setor público. O incêndio do Museu Nacional, pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é apenas um exemplo das consequências desta política de abandono e sucateamento de tudo o que é público e serve à população”. A afirmação é da diretora do Sindsprev/RJ, Milena Lopes. O corte de recursos públicos se iniciou ainda nos governos Lula e Dilma, mas se tornou muito mais intenso, com o governo Temer.

A dirigente lembrou que esta era uma tragédia anunciada. E deveria servir para lembrar que o incêndio não aconteceu por negligência do governo federal, mas como efeito do projeto político que cortou bilhões em recursos públicos, afetando profundamente todas as áreas, sobretudo saúde, educação e cultura.

“A chamada PEC da Morte, a emenda constitucional enviada por Temer ao Congresso Nacional e aprovada (veja no fim da matéria quem votou pela aprovação da PEC), congelou o Orçamento da União por 20 anos, impondo, na prática, um profundo corte de recursos que já afeta todo o setor público, mas, principalmente, a saúde, a previdência social, a educação e a cultura", afirmou. 

O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens. Entre eles, estava o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo das Américas e tesouro arqueológico nacional, além do maior meteorito já achado no país. O incêndio destruiu parte da história brasileira, além de esculturas das civilizações etrusca e egípcia, entre estas, diversas múmias, além de obras da arte, roupas do império, documentos e uma enorme biblioteca, além de estudos ainda em andamento, ligados à UFRJ.

Universidades sucateadas

Milena lembrou que com a ascensão do governo Temer (MDB), com o apoio de diversos partidos de direita, entre eles o PSDB e o DEM, as universidades públicas passaram a ser ainda mais sufocadas economicamente e perseguidas politicamente. “É preciso frisar que todas as universidades públicas estão sendo criminosamente sufocadas por cortes de recursos. Basta andar pelo Fundão, ou pelas unidades da UniRio e UFRJ, na Avenida Pasteur, para constatar o estado de abandono”, afirmou.

Em várias unidades destas universidades até mesmo o trabalho de limpeza deixou de ser feito por falta de pagamento a empresas terceirizadas responsáveis pelo serviço. Ao mesmo tempo em que as universidades e centros de pesquisas são sufocados por falta de recursos, na outra ponta professores são perseguidos por setores do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o que culminou com o suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina.


Veja os parlamentares que votaram pela aprovação da PEC da Morte (PEC 95)

Eis os deputados do Rio de Janeiro que votaram a favor da PEC que congelou os investimentos em educação e saúde por 20 anos. É importante, num dia trágico como o de hoje, lembrar esses nomes.

Jair Bolsonaro  (PSC), Índio da Costa (PSD), Pedro Paulo (PMDB), Cristiane Brasil (PTB),  Hugo Leal (PSB),  Julio Lopes  (PP), Laura Carneiro (PMDB), Otavio Leite (PSDB), Alexandre Serfiotis  (PMDB), Alexandre Valle (PR), Altineu Côrtes  (PMDB), Áureo  (Solidariedade), Celso Jacob (PMDB), Celso Pansera (PMDB),  Deley  (PTB), Dr. João (PR), Felipe Bornier (PROS), Fernando Jordão (PMDB), Francisco Floriano (DEM), Marcelo Matos  (PHS), Marcos Soares  (DEM), Paulo Feijó  (PR), Roberto Sales  (PRB). Rodrigo Maia (DEM), como presidente da Câmara, não votou, mas apoiou o projeto, Rosangela Gomes  (PRB), Sergio Zveiter  (PMDB) Simão Sessim  (PP), Soraya Santos  (PMDB), e Sóstenes Cavalcante (DEM).


Senadores (todos, e não apenas a bancada do Rio)

    • PMDB (12) - Edison Lobão (MA), Eduardo Braga (AM), Eunício Oliveira (CE), Garibaldi Alves Filho (RN), Hélio José (DF), José Maranhão (PB), Marta Suplicy (SP), Raimundo Lira (PB), Romero Jucá (RR), Simone Tebet (MS), Valdir Raupp (RO), Waldemir Moka (MS).
    • PSDB (12) - Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes (SP), Antonio Anastasia (MG), Ataídes Oliveira (TO), Dalírio Beber (SC), Deca (PB), Flexa Ribeiro (PA), José Anibal (SP), Paulo Bauer (SC), Pinto Itamaraty (MA), Ricardo Ferraço (ES), Tasso Jereissati (CE).
    • PP (6) - Ana Amélia (RS), Benedito de Lira (AL), Ciro Nogueira (PI), Gladson Cameli (AC), Ivo Cassol (RO), Roberto Muniz (BA).
    • PSD (4) - José Medeiros (MT), Omar Aziz (AM), Otto Alencar (BA), Sérgio Petecão (AC).
    • PR (4) - Cidinho Santos (MT), Magno Malta (ES), Vicentinho Alves (TO), Wellington Fagundes (MT)
    • PSB (3) - Antônio Carlos Valadares (SE), Fernando Coelho (PE) e Lúcia Vânia (GO)
    • PDT (3) - Lasier Martins (RS), Pastor Valadares (RO) e Telmário Mota (RR)
    • DEM (2) - José Agripino Maia (RN) e Ronaldo Caiado (GO)
    • PTB (2) - Armando Monteiro (PE) e Elmano Férrer (PI)
    • PSC (2) - Eduardo Amorim (SE) e Pedro Chaves (MS)
    • PV - Álvaro Dias (PR)
    • PPS - Cristovam Buarque (DF)
    • Sem partido - Reguffe (DF)





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