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Geral  

A prisão de Pezão, após anos de denúncias de servidores, alvos das bombas e balas da repressão

29/11/2018

Há muito tempo os servidores estaduais do Rio de Janeiro, com expressiva participação dos trabalhadores da área da saúde, denunciam irregularidades nos governos de Luiz Fernando Pezão e, antes dele, Sérgio Cabral, ambos do MDB.

 

Ao longo dos últimos anos, essa categoria foi às ruas defender os serviços públicos, a educação, a saúde, a Previdência, o direito à moradia e à vida. Também foi aos órgãos de controle do Estado levando evidências de que havia muita coisa errada nessas gestões.

 

A prisão do governador do Estado do Rio, na quinta-feira (29), de certa forma confirma, mesmo que tardiamente, quem estava com a razão naqueles embates. Não deve-se esquecer que o Rio, durante um largo período, se transformou num campo de batalha no qual os alvos frequentes das bombas de gás e das balas de borracha eram trabalhadoras da enfermagem e da medicina em geral, professoras e professores, educadores, bombeiros, serventuários, estudantes. 

 

As prisões, primeiro de Cabral, agora de Pezão, apontam quem estava com a razão naqueles momentos marcados por forte e covarde repressão, muitas vezes contra servidores há meses sem receber seus salários e que precisaram recorrer à solidariedade popular das cestas básicas para não passar fome.

 

Mas a sensação que fica é que a Justiça tardou e também falhou. A prisão de Pezão ocorre convenientemente para certos setores da sociedade a pouco mais de um mês do término de seu lamentável governo. Ao longo de quase quatro anos, a Justiça se calou, se fez surda às denúncias.

 

Permitiu que ele implementasse uma política de isenções fiscais generosas e suspeitas para grupos empresariais, redução de salários via aumento da alíquota previdenciária, privatizações, entrega da saúde pública a organizações sociais fraudulentas.

Também teve o aval ou a omissão da Justiça para desrespeitar as leis que instituiam planos de cargos de servidores e não cumprir a determinação constitucional que prevê a revisão anual dos salários.

 

Por fim, estes mesmos órgão de controle judiciais permitiram que ele seguisse governando para se mostrar dócil e colaborativo à intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro. Intervenção marcada pela não redução da criminalidade e pelo aumento explosivo das mortes, com suspeitas de execução, de moradores das favelas e comunidades.

 

A prisão de Pezão tardiamente confirma as denúncias que estavam expostas nas ruas, no suor e no sangue das manifestações. Impossível reparar as mortes, seja de servidores que não suportaram o peso da humilhação e da injustiça, seja de crianças atingidas nas operações policiais nas favelas.

 

Mas não há como se falar em justiça sem a revogação das medidas e projetos aprovados por esse governo. Projetos que surrupiaram direitos, entregaram riquezas públicas, esfacelaram e demoliram hospitais públicos, privatizaram e desmontaram setores da saúde e da educação, enriqueceram empresários e máfias e afundaram a economia e as políticas sociais do Estado do Rio.






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