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Geral  

Plenária indica luta contra cortes de direitos anunciados por Bolsonaro

19/12/2018

 

 

 

 

 

Plenária da seguridade e do seguro social, no auditório do Sindsprev/RJ
Foto: Niko

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Reunidos em plenária unificada realizada na noite de quarta-feira (19/12), no auditório do Sindsprev/RJ, os servidores da seguridade e do seguro social aprovaram um plano de lutas em defesa de direitos como reajuste, aposentadoria, concurso público, incorporação de gratificações e melhoria das condições de trabalho. As lutas contra a reforma da previdência e para barrar o aprofundamento da reforma trabalhista foram indicadas como prioritárias, tendo em vista a intenção de Bolsonaro no sentido de retirar direitos.

Outros indicativos da plenária foram a realização de reunião ampliada do Grupo de Trabalho (GT) da saúde federal, no próximo dia 9/1, e de assembleia geral da saúde federal, dia 16/1. Tanto o GT quanto a assembleia serão realizados às 17h, no auditório do Sindsprev/RJ (rua Joaquim Silva, 98 – térreo).

No GT será aprofundado o debate sobre qual a melhor proposta alternativa dos servidores da saúde federal para se contrapor aos problemas e inconsistências verificados nas máquinas de ponto biométrico do Sistema de Registro de Frequência (Siref) dos hospitais federais e que tanto vêm prejudicando os servidores. A ideia é construir uma proposta de consenso para ser submetida à assembleia do dia 16/12. Entre as inconsistências das máquinas de ponto biométrico apontadas pelos servidores estão inúmeros casos em que a marcação da presença é feita, mas o sistema não computa; problemas na leitura das digitais, não reconhecendo o servidor cadastrado ou computando sua marcação para outro servidor; aparelhos calibrados com horários diferentes ou mesmo o apagamento total de informações anteriormente coletadas, prejudicando os servidores até mesmo nos requerimentos de aposentadorias, transferências e remoções.

Construir a unidade na defesa de direitos

No debate sobre o plano de lutas, a maioria dos servidores e dirigentes do Sindsprev/RJ destacou a urgência de se construir uma ampla unidade para enfrentar as propostas do governo Bolsonaro. “Na atual conjuntura, temos que ter consciência da necessidade de fortalecermos cada vez mais o nosso sindicato [Sindsprev/RJ]. Afinal, é certo que o novo governo vai mesmo atacar não somente os nossos direitos, como a estabilidade, mas as próprias entidades sindicais. Temos que resistir”, afirmou Maria Celina de Oliveira, ex-dirigente do Sindsprev/RJ e representante da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

Dirigente do Sindsprev/RJ e servidor da Vigilância em Saúde, Octaciano Ramos também fez um chamado à unidade e mobilização. “Precisamos sair do marasmo atual e retomar as lutas, de forma organizada. Todas as coisas pelas quais lutamos durante anos podem estar ameaçadas agora”, completou, sob aplausos.

Avanço de forças reacionárias e conservadoras

Representando a CSP Conlutas, a servidora Tatianny Araújo, lotada no Inca, também alertou para a ameaça que o governo Bolsonaro representa às entidades de trabalhadores. “A eleição de Bolsonaro foi o resultado do golpe dado em 2016 contra os trabalhadores, e o novo governo vai tentar de todas as formas acabar com nossas entidades sindicais. Por isso vamos precisar de toda unidade possível. O ataque não será somente à saúde e previdência, mas a todo o funcionalismo”, disse.

“Há um avanço das forças reacionárias e conservadoras da extrema-direita, o que, durante os governos petistas, foi favorecido pela política de conciliação de classes. Temos agora que retomar as mobilizações. Temos que reocupar as ruas”, frisou o servidor Camilo de Jesus Assunção Leite, do INSS. Para o servidor Pedro Lima, dirigente do Sindsprev/RJ e da Fenasps (Federação Nacional), este também é o caminho: “não podemos abaixar a cabeça para este governo. Além do Sindsprev/RJ, os sindicatos estaduais de outras categorias também precisam se unir”.

Necessidade de valorizar o Sindsprev/RJ

“Se não nos aliarmos a outros sindicatos, a outras categorias e movimentos sociais, nós vamos ser derrotados. Além de Bolsonaro, outra ameaça está aqui no Rio, onde o novo governador [Witzel] já apareceu com um discurso fascista. Quem vai sofrer é a população trabalhadora, negra e pobre das favelas. A perseguição aos sindicatos, o assédio moral. Enfim, tudo será maior. Temos que nos contrapor a isto”, destacou Sebastião José de Souza (o Tão), dirigente do Sindsprev/RJ.

“A conjuntura realmente está muito difícil. Mas o sindicato é o nosso instrumento de luta e é em torno dele que devemos nos mobilizar. No entanto, também temos de nos perguntar por que parte dos servidores não estão aqui”, afirmou Tatiana Martins Alves, servidora do Hospital Federal de Bonsucesso.

“Governo Bolsonaro quer o fim dos sindicatos”

“O governo Bolsonaro já demonstrou que quer o fim do serviço público e vamos ter de nos organizar para que isto não aconteça. Este sindicato tem luta, tem história. Acho que temos de dialogar com os servidores que votaram em Bolsonaro e mostrar a eles o quanto erraram. Este é o primeiro passo da mobilização”, afirmou Sidney Castro, da direção do Sindsprev/RJ.

Também dirigente do sindicato, Rolando Medeiros ponderou sobre as dificuldades do futuro governo para aprovar os cortes de direitos. “As reformas desejadas por Bolsonaro vão exigir composições políticas nada fáceis de obter. Além do mais, a maioria dos brasileiros não votou em Bolsonaro, pois 70% da população o rejeitou, direta ou indiretamente. Isto, no entanto, não quer dizer devemos nos acomodar. Ao contrário, precisamos nos preparar para os enfrentamentos que vêm pela frente”, concluiu.

Durante a plenária foram apresentados informes setoriais da situação nos principais hospitais e institutos federais, além de INSS (Serviço Social) e Funasa (ação de indenização de campo).






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