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Geral  

Governo cria armadilha, levando trabalhador a abrir mão do saldo do FGTS

29/07/2019

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

A dupla Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, respectivamente presidente da República e ministro da Economia, criaram uma armadilha para enganar o trabalhador e ficar com o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), quando da demissão. Através da Medida Provisória (MP) 889, autorizaram os trabalhadores a retirar até R$ 500 do FGTS de suas contas ativas ou inativas. .

Enviada para análise no Congresso, as novas regras já têm liberação prevista para setembro deste ano. A modalidade permanece válida até abril de 2020.

Como funciona o golpe

A armadilha está num outro mecanismo, intitulado ‘Saque Aniversário’. Esta modalidade permitirá retiradas anuais no mês de nascimento do trabalhador. Os recursos podem ser resgatados dentro de um limite previsto de 50% do saldo disponível limitados a R$ 500. Acima disso, o saque terá percentuais menores.

A modalidade será opcional. No caso do trabalhador fazer a escolha pelo ‘Saque Aniversário’, terá que abrir mão de toda a quantia do saldo do FGTS que poderia sacar no ato da demissão sem justa causa.

Saque pode, ainda, gerar desemprego

A mudança foi realizada sob a alegação de incentivar o consumo, num momento em que a economia sofre com uma recessão crescente, como consequência da contração provocada pela política econômica do próprio governo. Segundo Guedes, com os saques serão injetados R$ 40 bilhões na economia até 2020.

Mas o ‘remédio’ pode ter efeito contrário devido à grave recessão ampliada pela política econômica e ao alto nível de endividamento do brasileiro, segundo o economista Adhemar Mineiro. “Com esta situação os R$ 40 bilhões não servirão para reverter a estagnação da economia e o desemprego em torno de 13%. Os saques serão realizados para pagar dívidas, beneficiando apenas os bancos, em vez de fomentar o consumo de bens. Logo, não fará a economia crescer”, afirmou. Adverte que, pior ainda, é que ao retirar bilhões do fundo financiador da casa própria e de obras de saneamento, pode provocar sérias dificuldades no setor da construção civil, o que mais emprega no país, gerando mais contração econômica e desemprego.






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