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Geral  

Mandetta é vaiado na 16ª Conferência de Saúde

05/08/2019

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente*

Representante dos planos de saúde privados e executor do projeto de corte de recursos, sucateamento e privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi vaiado durante toda a cerimônia de abertura da 16ª Conferência Nacional de Saúde, neste dia 4, em Brasília. Mais de 5 mil conselheiros eleitos em todo o país, participam da atividade que vai até esta quarta-feira (7/8).

Ao serem chamados ao palco, todos os secretários da equipe de Mandetta foram vaiados (com exceção da titular da Sesai, Silvia Waiãpi). Gritos de “Ele não; ele nunca” e “Fora fascista” se alternavam às vaias, que acompanharam o ministro ao palco, e apareciam sempre que se fazia uma menção a ele.

Ao longo de mais de uma hora, os variados discursos das autoridades presentes só faziam aumentar a tensão. Quando finalmente a hora de o ministro falar chegou, durante aproximadamente 13 minutos, Mandetta hostilizou e foi hostilizado. Apesar das vaias novamente criticou o Sistema Único de Saúde (SUS), público, gratuito e universal, usando de uma falsa alegação de que não há sentido não se cobrar de todos os brasileiros pelos serviços do sistema, como se os ricos também procurassem o SUS. E fez uma crítica a quem defende os princípios do sistema.

“Os princípios de universalidade, integralidade tão alentados aqui, tão facilmente apropriados por todos, questiona a todos com equidade. Como fazer equidade num país assimétrico? Trazer da letra morta, do grito histérico, da comoção pequena da política para a realidade?”, questionou, sob vaias.

Conferência defende o SUS

Defender os princípios básicos do Sistema Único de Saúde (SUS), a saúde pública como direito de todos e a democracia brasileira estão entre os principais objetivos da 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª+8). O maior evento de participação social do país ocorre no momento em que o SUS resiste às graves ameaças que vem sofrendo, em um contexto de retrocessos sociais.

Organizada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e realizada pelo Ministério da Saúde, a 16ª Conferência tem como tema central “Democracia e Saúde” e estima reunir mais de cinco mil pessoas. Os eixos temáticos são: Saúde como Direito, Consolidação dos Princípios do SUS e Financiamento do SUS.

A etapa nacional ocorre após a realização de aproximadamente três mil conferências municipais e a mobilização de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal para discutirem e consolidarem propostas relacionadas à saúde. Também aconteceram mais de cem conferências livres, organizadas de modo independente por entidades e movimentos sociais, que abordaram temáticas relacionadas à saúde da população LGBTI+, de quilombolas, da população negra, de segmentos de juventudes, de atingidos pela hanseníase, de povos e comunidades de terreiros, dentre outros.

O momento reunirá representantes de movimentos sociais, conselheiros de saúde, usuários, trabalhadores e gestores do SUS, para traçarem, de forma democrática, as diretrizes para as políticas públicas de saúde no país. O relatório final da 16ª Conferência vai subsidiar a elaboração do Plano Plurianual 2020-2023 e do Plano Nacional de Saúde.

A conferência é um dos mais importantes espaços de diálogo entre governo e sociedade para a construção das políticas públicas. É através desse processo que a população pode contribuir ativamente para o desenvolvimento de políticas públicas.


*Com informações do CNS e do site Outra Saúde






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