Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Geral  

Lava Jato não investiga Paulo Guedes por lavagem de dinheiro

20/08/2019

Ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes
Foto: Isac Nobrega/PlenoNews - web

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Ministros, familiares, aliados e amigos do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) parecem ser intocáveis pela polícia e pelo judiciário brasileiro. Depois das transações bancárias ainda inexplicadas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, da relação ilegal entre o ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato de Curitiba e tantos outros casos deixados de lado, agora o suspeito e não investigado é o banqueiro e ministro da Economia Paulo Guedes.

Segundo a edição deste dia 20 de agosto do jornal Folha de S. Paulo, a Lava Jato descobriu que a empresa GPG Consultoria, da qual Guedes era sócio-administrador, fez pagamento a um escritório de fachada, suspeito de lavar dinheiro para um esquema de distribuição de propinas a agentes públicos do governo do Paraná. Apesar da Lava Jato ter apresentado denúncia sobre o caso em abril de 2018, não incluiu o agora ministro da Economia e outros representantes de sua empresa no rol de acusados.

Segundo o jornal, “o repasse de R$ 560,8 mil foi feito em 2007 pela GPG Consultoria à Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por um ex-assessor do governador Beto Richa (PSDB-PR)”. O máximo que fizeram os procuradores foi incluir a informação no rodapé da peça 138 enviada à Justiça.

A matéria leva a crer que os procuradores da Lava Jato agiram de forma seletiva, evitando investigar e acusar Guedes, já que os responsáveis por outras duas companhias que destinaram recursos ao mesmo escritório suspeito foram presos, denunciados e viraram réus de ação penal aberta por pelo então juiz Sérgio Moro. O objetivo era beneficiar a Econorte, do Grupo Triunfo, em concessões de rodovias.

O caso foi investigado pela Operação Integração, fase da Lava Jato deflagrada em 22 de fevereiro de 2018. A Power Marketing – que não tinha funcionários ou atividade real - era uma das empresas usadas pela Triunfo, para simular a prestação de serviços ou a entrega de mercadorias. Essa rede emitia notas frias e gerava recursos em espécie para o pagamento de subornos.

Moro, acusado pelo The Intercept Brasil de orientar os procuradores da Lava Jato, hoje é colega de ministério de Guedes no governo Bolsonaro. Além de sócio-administrador da Power Marketing, Guedes era acionista e integrante do Conselho de Administração da Triunfo Participações e Investimentos (TIP).Três executivos da empresa foram denunciados pela Lava Jato por suposta lavagem de dinheiro.

Nem os procuradores ou Moro requereram o depoimento de Guedes. Iniciativa para que ele prestasse depoimento partiu dos advogados de defesa do operador da Power Marketing, Carlos Felisberto Nasser, que trabalhava na Casa Civil do governo paranaense. Mas desistiram de ouvi-lo em audiência marcada para 27 de agosto, em meio às eleições presidenciais. Guedes era assessor econômico de Jair Bolsonaro, o candidato do PSL.

A alegação dos advogados foi a de que a Justiça já tinha encaminhado à GPG ofício com questionamentos, tornando os depoimentos “desnecessários”. Por sua vez, as perguntas nunca foram respondidas. Segundo a Folha de S. Paulo, a Justiça alegou não ter encontrado a GPG em seu endereço no Rio, em diligências ao longo de um ano. A empresa foi extinta em novembro passado, após seu nome ser citado na Lava Jato. A Folha diz que confirmou o endereço por meio de um telefonema para a empresa que passou a funcionar no local, a BR Corporate Advisory, cujo diretor é o irmão de Paulo Guedes, Gustavo Guedes.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec