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Geral  

Setores estratégicos entram em greve contra ataques de Bolsonaro

26/09/2019


Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Ameaça de privatização, corte de vagas, retirada de direitos previstos em acordo coletivo, propostas rebaixadas de reajuste salarial e assédio moral. Estes ataques do governo Bolsonaro a instituições públicas estão levando os trabalhadores destes setores a voltar a acreditar na greve como o instrumento mais eficaz para barrar o processo de desmonte em curso que afeta ainda a população usuária.

A poderosa greve nacional dos Correios surpreendeu por sua força, sinalizando para as demais categorias que é possível enfrentar o governo federal e sua política de terra arrasada que busca desmontar o setor público (estatais e o serviço público) para privatizá-los mais à frente. A paralisação começou no dia 10, assustou Bolsonaro, que contou com o apoio do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para pressionar os trabalhadores a acabar com a greve, colocando-se como ‘mediador’.

A diretoria da ECT queria eliminar 40% dos direitos assegurados no acordo coletivo. A greve impediu que isso acontecesse. Mas a sombra da privatização se mantém. O mesmo acontecendo com a negativa em sequer repor a inflação, como querem os trabalhadores. A greve foi suspensa no dia 17, mas pode ser retomada em 2 de outubro, quando o TST julga o pedido de dissídio feito pela estatal.

Petroleiros, universidades e Embraer

Já os petroleiros, também em campanha salarial, enfrentam a investida da diretoria da empresa. A política é a mesma dos Correios: retirada de direitos do acordo coletivo e 1% de reajuste. Têm assembleias marcadas para este dia 26 e podem entrar em greve. O TST, novamente, se colocou como mediador, mas não fez nenhuma exigência contra a greve, caso seja aprovada.

Também sob ataque de Bolsonaro, com cortes de verbas, os trabalhadores da Educação igualmente se mobilizam. Os das universidades federais farão 48 horas de greve, nos dias 2 e 3 de outubro. Os demais segmentos de ensino, dos estados e municípios realizam mobilizações de rua nas mesmas datas. Os estudantes de todas as esferas já aprovaram greve e participarão dos protestos.

Os trabalhadores do sistema Eletrobras, em campanha salarial, enfrentam os mesmos problemas com a diretoria da empresa impondo o corte de direitos do ACT e a privatização da empresa. A Eletrobras que já reduziu o seu quadro de trabalhadores em mais de sete mil postos de trabalho, quer restringir ainda mais o número de eletricitários. A meta é o desligamento de outros 2.187 funcionários.

Os trabalhadores da Embraer, ex-estatal, agora sob controle do grupo norte-americano Boeing, empresa estratégica, entregue por Bolsonaro, entraram em greve no último dia 24. O movimento foi duramente reprimido pela polícia militar do governador Dória (PSDB-SP). A PM e a Tropa de Choque fizeram um corredor polonês para que, intimidados, os trabalhadores entrassem na fábrica. Soldados da Aeronáutica também estiveram na fábrica em São José dos Campos. Diretores do Sindicato dos Metalúrgicos foram presos e agredidos. A greve acabou sendo suspensa no dia 25, mas pode ser retomada a qualquer momento.






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