Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Geral  

O silêncio de Toffolli sobre investigação a respeito da participação de Bolsonaro na morte de Marielle

04/11/2019

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, até esta segunda-feira (4/11), não havia se posicionado com relação à consulta feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no dia 17 de outubro. As promotoras que cuidam do caso do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foram até Brasília para saber de Toffoli se podem continuar com a investigação, que agora aponta a possibilidade de envolvimento do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no crime, ou se os trabalhos teriam que passar a ser tocados a partir do próprio STF em função do foro privilegiado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio, onde têm casa o presidente Jair Bolsonaro e o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado da morte da vereadora. No dia 14 março de 2018, horas antes do crime, o ex-PM Élcio Queiroz, outro suspeito do crime, anunciou na portaria do condomínio que iria visitar Jair Bolsonaro e acabou indo até a casa de Lessa, segundo informações divulgadas pelo Jornal Nacional no último dia 29.

O caderno de registros do condomínio informa que, às 17h10 do dia do crime, uma pessoa de nome Élcio a bordo de um Logan prata anunciou que iria até a casa número 58, que pertence ao presidente Jair Bolsonaro. No condomínio, também mora o filho Carlos Bolsonaro na casa 36.

À polícia, o porteiro afirmou que ligou para a casa 58. E que uma pessoa que se identificou como “seu Jair” liberou a entrada de Élcio Queiroz. O suspeito, no entanto, foi até a casa 66, onde mora Ronnie Lessa. O porteiro, então, telefonou novamente, e o mesmo “seu Jair” anunciou que sabia para onde ele estava indo.

Lessa é acusado pela polícia de ser o autor dos disparos que mataram Marielle e Queiroz, de ser o motorista do carro que levava o matador. Os dois foram presos no dia 12 de março deste ano.

Após a repercussão do caso, Bolsonaro, que estava em viagem pelo Oriente Médio, fez uma transmissão ao vivo exaltado e acionou o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que a Polícia Federal colha um novo depoimento do porteiro que o associou ao caso. O fato foi encarado por parlamentares de oposição e juristas como forma de obstrução da Justiça.

Mas Bolsonaro foi mais adiante. Declarou no último sábado que pegou os áudios das ligações realizadas entre a portaria e as casas do condomínio Vivendas da Barra antes que, segundo ele, os áudios fossem adulterados. A afirmação foi feita durante entrevista a jornalistas em Brasília. O presidente, no entanto, não especificou a data em que retirou os arquivos da portaria do condomínio.

Mesmo com a repercussão internacional do caso, ainda mais agora com a possibilidade de envolvimento de Bolsonaro, o STF deveria ter se posicionado a respeito da consulta do MPRJ. Mas isto não aconteceu ainda.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec