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Geral  

Impactos das medidas econômicas podem levar à revolta popular

08/11/2019

Por Olyntho Contente

Da Redação do Sindsprev/RJ

O economista Adhemar Mineiro lembra que modelo econômico é o mesmo que levou o Chile à convulsão social

O modelo econômico que está sendo colocado em prática pelo governo Bolsonaro é, em sua essência, o mesmo imposto pelo ditador chileno, Augusto Pinochet, a partir dos anos 1980, cujos fundamentos pouco foram alterados pelos governos pós-redemocratização. A consequência foi a eclosão de uma revolta popular de grandes proporções no país vizinho que poderá acontecer aqui, conforme a população for sendo impactada pelos efeitos das medidas do governo brasileiro.

A avaliação é do economista Adhemar Mineiro. “As medidas econômicas que estão sendo postas em prática pelo governo Bolsonaro vão gerar um processo de concentração de renda como foi o caso do Chile e isso vai gerar uma resposta grande da população. Tentar transpor estas medidas que foram tomadas pela ditadura Pinochet, lá atrás, para um país como o Brasil, que já tem uma extrema desigualdade social, vai agravar ainda mais esta situação, provavelmente gerando uma convulsão social, se não no curto prazo, na medida em que as pessoas forem percebendo a intencionalidade das medidas”, argumentou.

Lembrou que o modelo chileno só foi positivo para os ricos. “É um processo que a grande imprensa e os analistas internacionais sempre apresentaram como de muito sucesso, mas que era um modelo de enorme exclusão social”, frisou. Acrescentou que com a redemocratização foi jogado um pouco de água na fervura da insatisfação popular. “Isso foi feto através de concessões do ponto de vista econômico e social, como a retomada do sistema público na área de ensino, pisos mínimos na previdência (privatizada pelo modelo de  capitalização que Guedes quis implantar aqui) e a retomada de instrumentos de proteção aos mais pobres, mas de forma absolutamente insuficiente”.

Na sua análise, todo este período de redemocratização não reverteu o modelo imposto pela ditadura Pinochet. Citou entre outros motivos os inúmeros acordos internacionais assinados pelo país vizinho que impediam os governos pós-ditadura de alterar a política econômica que aumentava a dependência chilena em prejuízo da população.

“O Chile é um grande pactuador. Assinou dezenas de tratados de livre comércio, mas continuou focando suas exportações praticamente em um produto só, que é o cobre. Ao assiná-los o país se via impedido de fazer políticas públicas internas, porque afetavam os interesses dos investidores internacionais, principalmente nas áreas de serviços e de finanças”, afirmou. Acrescentou que o prejuízo causado ao Chile e ao povo chileno por esta rede de tratados internacionais é muito grande, o que levou a um processo fortíssimo de concentração de renda como já existe no Brasil. “É um quadro muito triste que ia explodir em algum momento, como aconteceu agora”, resumiu.






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