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Geral  

Sindsprev/RJ repudia atitude homofóbica de vereador

08/11/2019

Por Olyntho Contente

Da Redação do Sindsprev/RJ

A diretoria do Sindsprev/RJ aprovou na última quarta-feira (6/11) moção de repúdio à atitude homofóbica do vereador Marcelino D’Almeida (PP). O parlamentar, na sessão de votação sobre a volta da Linha Amarela ao controle da Prefeitura do Rio de Janeiro, na última terça-feira (5), se recusou a votar duas vezes porque seu número na chamada nominal era o 24, atribuído ao veado no jogo do bicho. A moção foi aprovada por solicitação da Secretaria de Raça, Gênero e Etnia do Sindicato.

No entender da diretoria, o deputado agiu de forma preconceituosa e inaceitável, desrespeitando a diversidade. Afinal, o parlamentar foi eleito para representar a todos os cidadãos cariocas, não podendo discriminar nenhum segmento social.

Comissão de Étca

A decisão de não votar foi criticada por outros vereadores, inclusive pelo presidente da Casa, Jorge Felipe, que a classificou como infeliz. “Não há razão disso. E qualquer outra implicação não cabe à presidência tomar nenhuma atitude, existe Comissão de Ética”, afirmou.

Já o presidente da Comissão de Ética, Fernando William (PDT), disse que vai conversar com Marcelino D'Almeida sobre a atitude. “Eu acho um ato infantil, para ser bem claro. E certamente vamos conversar com o vereador para que evite esse tipo de comportamento. O legislativo é exatamente o equilíbrio, o respeito à diversidade. Vamos discutir o que é importante verdadeiramente para o interesse público e não ficar com brincadeirazinhas ou atitudes que acabam não sendo absolutamente à altura do Poder Legislativo”, afirmou.

Entenda o caso

Segundo o jornal O Globo, a votação precisou ser nominal porque os terminais da Câmara apresentaram problema. A solução foi colher os votos à moda antiga, nome a nome. A primeira votação foi para saber se os vereadores aprovavam a inclusão de duas emendas ao projeto de encampação da Linha Amarela pela Prefeitura do Rio. Depois de 23 votos sim, foi a vez de Marcelino dar seu voto. E a recusa em ser o vigésimo quarto se repetiu na votação para definir se aprovavam ou não o texto final. A rejeição ao número 24 fez com que Marcelino D'Almeida descumprisse as regras da própria Câmara. O regimento interno prevê que o vereador presente à sessão não pode abrir mão de votar.

 

 






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