Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Geral  

Política econômica gera recorde de inadimplência

20/12/2019

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

A estagnação econômica causada pela política recessiva do governo e do ministro da economia Paulo Guedes, provocou aumento de 9,1% no número de empresas inadimplentes em outubro, quando comparado ao mesmo mês de 2018. São 6 milhões de companhias com dívidas em atraso, o maior valor da série histórica desde 2016, quando a Serasa Experian começou a fazer o levantamento. No ano passado eram 5,5 milhões de empresas inadimplentes.

Outros efeitos desta política do governo Bolsonaro - causada também pelo corte de investimentos públicos, principalmente na saúde, educação e cultura -  são o alto desemprego, a queda do consumo e da produção que são algumas das explicações para o recorde da inadimplência das empresas. Como se vê, afeta todo o país.

Economia estagnada

O governo Bolsonaro, que previa crescimento de 2% em janeiro, como resultado da ampliação do ajuste fiscal, com profundos cortes no orçamento e retirada de direitos, foi alterando para menos este número até chegar a 0,85% em outubro. Em março deste ano, a gestão Bolsonaro cortou a projeção para 2,2%. Depois, fez novo corte em maio, para 1,6%, e mais uma revisão em julho, para 0,81%. Em outubro este número foi revisado para 0,85% pelo Ministério da Economia, ou seja, uma estagnação econômica.

Para o economista Adhemar Mineiro, já ficou mais que evidente que a economia precisa de um estímulo de demanda (consumo de bens e serviços). Precisa de investimento público, não só para ser ativada, como para orientar os investimentos privados, para que ganhem impulso. “E, além disso, através da concessão de crédito e de aumento da renda das pessoas, ative o consumo das famílias e, a partir daí, dê início a um crescimento sustentado. Não adianta ficar esperando do setor externo alguma ativação da economia brasileira. O mundo lá fora está bastante complicado, não virá de lá nenhum estímulo significativo”, afirma. Acrescenta que em economias grandes como a do Brasil, se este estímulo não se relaciona com políticas voltadas para o crescimento, não será capaz de dar qualquer impulso à economia brasileira que está presa numa armadilha da política econômica de contração e ajuste, levando à estagnação ou à recessão.

Adhemar frisa que ao manter já que o objetivo de uma política contracionista é manter a economia parada.a política atual de cortes, ameaçar salários, flexibilizar ainda mais os direitos trabalhistas; ao não dar aos trabalhadores mecanismos de crédito (o emprego formal não reage e sem carteira assinada o trabalhador não tem acesso ao crédito); ao manter a economia em estagnação e recessão, o que complica as negociações salariais e mantêm os salários baixos, o governo desestimula o consumo, o investimento e mantém a economia parada. É o que a política adotada até agora tem conseguido como resultado. O que não é surpreendente, já que o objetivo de uma política contracionista é manter a economia parada.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec