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Saúde Municipal  

Protesto contra Washington Reis exige salário e respeito aos sindicatos

23/01/2018


Diretora da Baixada 1 do Sindsprev/RJ, Márcia dos Santos Carvalho fala durante o ato

Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Pagamento dos salários atrasados, respeito ao mandato sindical, fim das perseguições e ameaças a servidores, sindicalistas e integrantes de várias entidades do movimento social e emprego aos moradores de Caxias nas obras contratadas pela Prefeitura. Essas foram as principais exigências feitas durante o protesto, em frente à sede do Executivo da cidade, na terça-feira (23/1), pela manhã.

Entre as entidades organizadoras estiveram o Sindsprev/RJ, o Sepe, o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Movimento de Mulheres, Unegro, Muspe, Sindjustiça e SOS Desempregados. Márcia dos Santos Carvalho, da Regional Baixada 1 do Sindsprev/RJ, disse, no carro de som, que Washington foi eleito prometendo melhorar a vida da população de Caxias, aumentar a oferta de emprego para os trabalhadores da cidade nas obras contratadas pela Prefeitura, valorizar o servidor, dialogar com os movimentos sociais e normalizar o pagamento dos salários.

“Mas, além de não fazer nada do que prometeu na campanha, ainda passou a perseguir os servidores e dirigentes dos sindicatos que os representam, cassando a liberação sindical, passando de 10 para cada sindicato para apenas três e ameaçando cortar o ponto. E ainda se nega a negociar”, afirmou Márcia. A diretora do Sepe, Rose Cipriano, denunciou o abandono da rede de saúde e das escolas. “Como se não bastasse, vem perseguindo e ameaçando a nós, dirigentes sindicais, numa política institucionalizada de assédio moral”, disse.

A deputada Enfermeira Rejane foi recebida pelo prefeito e tentou abrir um  canal de negociação. Mas Reis se negou. Alegou estar sendo chamado de ladrão pelos manifestantes e que a culpa pelo atraso dos salários era da gestão anterior (Alexandre Cardoso). A parlamentar insistiu, mas teve como resposta um não. Durante o informe dado durante o ato sobre sua tentativa, Rejane adiantou que continuaria a insistir no diálogo. “O prefeito tem como uma de suas obrigações estar sempre aberto ao diálogo com o movimento social e sindical”, frisou.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Josimar Campos de Souza, o Mazinho, disse que o prefeito mentiu na eleição, ao prometer contratar os trabalhadores da cidade para as obras, quando, na verdade, chamou operários de outros estados. “Não só os trabalhadores da construção estão sofrendo, mas toda a população. Não apenas o dinheiro de Caxias está indo para outros estados, levado pelos operários de fora, quanto esta população está sem o atendimento digno nos hospitais e rede escolar de ensino por que o prefeito decidiu cortar recursos e atrasar salários”, afirmou.

Vários oradores lembraram que Washington Reis é do MDB e que por isto mesmo não é de se estranhar este comportamento desrespeitoso com o povo, os trabalhadores e os sindicatos. Frisaram que também agem assim Temer e Pezão, ambos do MDB. Paulo Lélis, do Sintacs, classificou o MDB como uma verdadeira quadrilha que vem assaltando os cofres públicos, citando como o caso mais emblemático o de Sérgio Cabral Filho, preso. Clara Fonseca, diretora do Sindsprev/RJ, defendeu que, além dos servidores e trabalhadores de outras categorias atingidas, o povo da cidade tem que reagir para exigir respeito do prefeito.

Ana Maria Leone, do Fórum de Mulheres de Caxias e da Unegro, fez questão de frisar que, ao romper o diálogo com estes movimentos e suspender políticas públicas de combate à violência contra a mulher, Reis estava, na prática, se omitindo do combate ao estupro e a muitas outras formas de violência. “Caxias é a segunda cidade mais violenta do estado, vindo atrás apenas do Rio de Janeiro. E, mesmo assim, vê-se a omissão deste prefeito”, constatou Leone.

Outros protestos serão organizados contra Reis. Outra informação é de que o Sepe, após o fim do recesso na educação, convocará uma assembleia, devendo entrar em greve. “Não voltaremos ao trabalho sem receber nossos salários”, advertiu Rose Cipriano.






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