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Saúde Municipal  

Servidores se reúnem com o superintendente do Trabalho do Rio e defendem a manutenção da jornada de 6h

16/10/2019

Da Redação do Sindsprev-RJ

Por Hélcio Duarte Filho


Servidoras e servidores levaram ao superintendente da Secretaria do Trabalho no Rio de Janeiro, Alex Bolsas, a insatisfação da categoria com a decisão dele de revogar a possibilidade da jornada de seis horas, com turno ininterrupto de funcionamento de 12 horas, e impor unilateralmente a jornada de 8 horas para todos. 


O superintendente recebeu uma comissão formada por cerca de 15 servidores na tarde da terça-feira (15), em seu gabinete, no Centro do Rio de Janeiro. O representante da administração não se sensibilizou, porém, com a série de argumentos favoráveis à manutenção da jornada de 6 horas e disse que não recuaria. Reiteradas vezes disse que por trás da medida havia a tentativa de defender o funcionamento das gerência do Trabalho no Rio de Janeiro e evitar o desmonte do setor. Questionado, disse que não atendia a uma determinação do Ministério da Economia, que era uma iniciativa sua, mas que ‘antecipava’ uma ordem que, mais dia menos dia, viria de Brasília.


A jornada de seis horas foi uma conquista de greve da categoria e, na avaliação dos servidores, deu bons resultados e também beneficiou o atendimento da população. Para ser adotada exige que o local de trabalho tenha condições de implantar o turno ininterrupto de 12 horas. Com isso, nem todas as agências funcionam sob a jornada de seis horas - e em dado momento da reunião, isso acabou sendo outro argumento levantado pelo superintendente para justificar a medida, que seria também uma espécie de ‘isonomia’. O argumento foi refutado pelos servidores, que criticaram a tentativa de nivelar a jornada nas piores condições para todos. Eles mencionaram que muitos ali já estiveram na situação de estar lotado em um local que não se enquadrava nas condições exigidas para as seis horas e nem por isso consideraram que essa possibilidade deveria acabar.


Ao final, após uma série de exposições dos servidores sobre o retrocesso que significaria a imposição da jornada e, ainda, sobre o impacto pesado que tal medida tomaria ao ser adotada de forma tão abrupta, o superintendente disse que estava convencido em adiar o início da jornada de 8 horas. Não chegou, porém, a garantir nada em relação a isso: pediu que os servidores apresentassem as solicitações formalmente e que iria consultar Brasília para decidir se havia condições de adiar o início para janeiro de 2020. A determinação da Superintendência é para que a jornada muda já agora, no próximo dia 4 de novembro de 2019. 


O adiamento buscaria, ao menos, dar tempos aos trabalhadores e trabalhadoras para que organizem suas vidas para se adaptar à nova rotina de trabalho. Um dos problemas mais graves, alertados por eles, é com relação ao cuidado com filhos. Nova reunião ficou marcada para que Alex Bolsas comunique à categoria a sua decisão. os servidores, porém, reiteraram, a todo momento, a defesa das 6 horas, ressaltando que é uma jornada que dá dignidade ao trabalho do servidor - é impossível ficar oito horas ininterruptas atendendo ao público - e beneficia a população, ao oferecer um atendimento melhor e por maior período.






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